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Manifestação em defesa de La Paz reúne centenas de milhares | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As ruas de La Paz, sede do governo da Bolívia, foram tomadas por uma multidão sem precedentes nesta sexta-feira, em um protesto contra a possibilidade de transferência dos poderes Executivo e Legislativo para a cidade de Sucre. Segundo os organizadores, a manifestação reuniu quase 2 milhões de pessoas (número não confirmado oficialmente). Desde o amanhecer, caravanas de agricultores, empresários, políticos, funcionários públicos, vendedores e manifestantes vindos de diversas partes se dirigiram a El Alto, nos arredores de La Paz, para participar do protesto. Imagens do protesto transmitidas pela TV mostravam quilômetros de ruas cobertos pela multidão. Depois de vários discursos, os manifestantes aprovaram um prazo até 6 de agosto para que a Assembéia Constituinte da Bolívia "elimine definitivamente o tratamento do tema em todas as suas instâncias". Caso contrário, o departamento (Estado) inteiro fará uma greve geral. Sucre, capital constitucional da Bolívia, é sede apenas do Poder Judiciário. A cidade deixou de abrigar os poderes Executivo e Legislativo em 1899, durante uma guerra civil. Desde então, a sede desses poderes é La Paz. Agora, no entanto, Sucre pretende recuperar o Executivo e o Legislativo e incluiu essa demanda na Assembléia Constituinte que está reescrevendo a Constituição boliviana. Sucre tem o apoio de parlamentares constituintes opositores do presidente Evo Morales e também de líderes dos departamentos que exigem autonomia do governo federal: Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija. Os defensores da mudança argumentam que a cidade, no centro do país, tem uma localização melhor do que La Paz, no oeste da Bolívia. Líderes em La Paz acreditam que essa questão está sendo usada como moeda de troca entre os departamentos que querem mais autonomia e o governo. Eles dizem também que mudar a capital de La Paz, que é a maior cidade boliviana, com 1,7 milhão de habitantes, para Sucre, que tem 250 mil moradores, seria caro e alimentaria a divisão no país. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Usinas são responsabilidade do Brasil, diz Amorim à Bolívia13 julho, 2007 | BBC Report Brasil deve aceitar reunião com Bolívia sobre hidrelétricas13 julho, 2007 | BBC Report Brasil vai fazer hidrelétrica binacional com Bolívia, diz Lula11 julho, 2007 | BBC Report Bolívia quer estudo de impacto de usinas em seu território12 julho, 2007 | BBC Report Licença para usinas no rio Madeira pega Bolívia de surpresa11 julho, 2007 | BBC Report Protestos na Bolívia põem em dúvida viagem de Morales ao Brasil05 julho, 2007 | BBC Report Bolívia e Venezuela avançam em nacionalizações26 junho, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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