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Atualizado às: 19 de novembro, 2007 - 12h07 GMT (10h07 Brasília)
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Paquistão: Justiça rejeita ações contra reeleição de Musharraf
Musharraf
Musharraf decretou estado de emergência no início de novembro
A Suprema Corte do Paquistão rejeitou nesta segunda-feira as principais ações legais contra a reeleição do presidente Pervez Musharraf para um novo mandato.

O general Musharraf prometeu deixar o posto de comandante do Exército após a Justiça validar sua eleição, ocorrida em outubro, mas ele não deu sinais de que vá suspender o estado de emergência decretado no início do mês.

Acredita-se que o presidente paquistanês decretou o estado de emergência por avaliar que a Suprema Corte estava prestes a emitir uma decisão contrária à sua reeleição.

Os juizes da Suprema Corte, muitos deles considerados independentes, foram substituídos por outros indicados por Musharraf após a decretação do estado de emergência.

A decisão anunciada pela Suprema Corte foi rejeitada pelos proponentes das principais ações contra Musharraf, que questionam a legalidade do tribunal instalado sob estado de emergência para decidir sobre o caso.

Validação da reeleição

O procurador-geral Malik Qayyum disse que cinco ações contra a reeleição de Musharraf haviam sido rejeitadas pela corte.

Uma sexta ação foi proposta por um funcionário público que queria ser considerado elegível nas eleições de outubro. Esta ação deverá ser analisada na terça-feira, segundo o procurador-geral.

Após a decisão sobre essa ação, espera-se que a Suprema Corte confirme a reeleição de Musharraf.

As decisões desta segunda-feira foram anunciadas um dia após o enviado americano John Negroponte ter pedido a Musharraf a suspensão do estado de emergência.

Negroponte também pediu a ele a libertação de opositores presos antes das eleições parlamentares marcadas para janeiro.

Caos

Musharraf insistiu que o estado de emergência somente poderá ser suspenso quando a situação de segurança no país melhorar.

Ele argumenta que se as eleições forem feitas sob um ambiente equivocado, os resultados poderiam levar ao caos.

Segundo ele, se isso ocorresse as armas nucleares do Paquistão poderiam ficar vulneráveis.

Musharraf também criticou a ex-premiê Benazir Bhutto, apesar dos recentes esforços dos dois para formar uma aliança.

Ele disse que Bhutto teme as eleições porque ela é “corrupta e impopular”.

A ex-premiê, que foi libertada de sua prisão domiciliar na sexta-feira, disse que se reunirá com outros líderes da oposição para discutir um possível boicote às eleições.

A oposição diz que uma votação sob estado de emergência não teria credibilidade.

Jornais'New York Times'
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