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Atualizado às: 01 de novembro, 2007 - 17h42 GMT (15h42 Brasília)
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Saiba mais sobre acusações contra polícia no caso Jean Charles
Jean Charles de Menezes
Menezes foi morto pela polícia de Londres em julho de 2005
A polícia de Londres foi condenada por violar regras de saúde e segurança da população na operação do dia 22 de julho de 2005, quando policiais mataram a tiros o brasileiro Jean Charles de Menezes em uma estação de metrô da cidade.

Jean Charles foi confundido com Hussain Osman, uma pessoa suspeita de planejar atentados na capital britânica, e foi seguido por agentes naquele dia, antes de ser baleado em um vagão de metrô.

No início do julgamento, a promotoria divulgou uma lista com o que qualificou de 19 erros da polícia no caso.

A polícia nega todas essas acusações de erros e diz que a promotoria não entendeu como as operações policiais são executadas.

No veredicto, o júri concluiu que a comandante Cressida Dick, que estava à frente da operação, não foi responsável individualmente pelo que aconteceu.

Leia abaixo os argumentos da acusação:

1 – Não houve uma comunicação adequada entre os comandantes da operação e os agentes enviados para seguir e deter Jean Charles sobre a estratégia a ser adotada.

2 – A estratégia com o objetivo de garantir a segurança do público durante a operação não foi nem adequadamente planejada nem adequadamente conduzida.

3 – Tanto os policiais encarregados de coordenar a operação como os policiais enviados para a região onde vivia o brasileiro mostraram um entendimento confuso e inconsistente da estratégia a ser adotada na Scotia Road, a rua onde morava Jean Charles.

4 – Nenhum policial foi destacado para deter e interrogar pessoas que saiam do bloco de apartamentos na Scotia Road, incluindo o próprio Jean Charles.

5 – Não foram adotadas medidas para garantir que agentes armados estivessem na Scotia Road quando Jean Charles deixasse sua casa.

6 – Não havia um plano de contingência para lidar com as pessoas que saíram do bloco de apartamentos antes da chegada de agentes armados.

7 – Nenhuma pessoa foi detida ou interrogada na saída do bloco de apartamentos na Scotia Road.

8 – A polícia não identificou uma área segura e apropriada para a qual as pessoas que estivessem deixando suas casas na Scotia Road pudessem levadas e interrogadas.

9 – As instruções dadas aos agentes armados foram imprecisas e tendenciosas, apresentando um quadro inadequado da operação que estava ocorrendo na Scotia Road.

10 – As informações sobre como identificar Jean Charles, as roupas que vestia e o provável perigo que representava não foram avaliadas de forma apropriada e precisa e passadas aos agentes envolvidos na operação, especialmente os agentes armados.

11 – A polícia não foi capaz de garantir que as dúvidas sobre a identificação correta de Jean Charles como o suspeito Hussain Osman fossem comunicadas aos coordenadores da operação, reunidos em uma sala de controle na sede da Scotland Yard.

12 – Os policiais no controle da operação não se asseguraram de que a identificação de Jean Charles como Hussain Osman, feita por agentes desarmados que o seguiam, estava correta.

13 – Agentes armados não foram enviados aos locais relevantes a tempo de evitar que Jean Charles entrasse em um ônibus e, depois, na estação de metrô de Stockwell.

14 – Os agentes armados não se asseguraram de que a identificação de Jean Charles como Hussain Osman, feita por agentes desarmados que o seguiam, estava correta.

15 – A polícia não adotou medidas efetivas para interromper a circulação de ônibus ou de trens de metrô ou para mudar o trânsito na região da operação a fim de minimizar os riscos às pessoas.

16 – Jean Charles pôde entrar em um ônibus e em uma estação de metrô, mesmo sendo suspeito de estar planejando realizar um atentado suicida e tendo saído de um endereço atribuído a um suspeito de estar planejando realizar um atentado suicida.

17 – Não foram dadas ordens claras e no momento correto para que Jean Charles fosse detido e preso antes de entrar na estação de metrô de Stockwell.

18 – A principal comandante da operação, Cressida Dick, não recebeu informações precisas sobre o paradeiro dos agentes armados quando ela estava decidindo se agentes armados ou desarmados deveriam deter Jean Charles.

19 – A polícia não minimizou o risco inerente ao fato de um agente armado ter sido destacado para deter Jean Charles tanto em relação ao local como ao momento em que isso ocorreu ou à maneira como o brasileiro foi detido.

Imagem de câmera do metrô que filmou Jean CharlesEm gráficos
Veja em detalhes o que aconteceu com Jean Charles.
Jean Charles
Justiça britânica condena polícia no caso do brasileiro.
Instalação de Sarah StangJean Charles
Exposição relembra morte de brasileiro em Londres.
Jean Charles de MenezesCaso Jean
Relembre a cronologia dos fatos desde a morte do brasileiro.
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