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Relembre a cronologia dos fatos no caso Jean | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O eletricista brasileiro Jean Charles de Menezes foi morto a tiros em julho de 2005, em uma estação de metrô de Londres, ao ser confundido por policiais com um suposto homem-bomba. Desde então, as autoridades britânicas decidiram não indiciar nenhum policial individualmente pelo crime, optando por submeter a julgamento a polícia de Londres como um todo por colocar em risco a segurança da população na operação em que o brasileiro foi baleado. A polícia foi considerada culpada e condenada a pagar multa de 175 mil libras (cerca de R$ 634 mil) e mais 385 mil libras (cerca de R$ 1,394 milhão) pelos custos do processo. Leia a seguir uma cronologia do caso: 2007 8 de novembro - Um terceiro relatório da Comissão Independente de Queixas contra a Polícia Britânica (IPCC, na sigla em inglês) defende que seja retomado o inquérito para esclarecer a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, aponta falhas “muito graves” na operação e afirma que o chefe da polícia de Londres, Ian Blair, tentou obstruir a investigação após o incidente. 7 de novembro - Ian Blair recebe um voto de desconfiança da Assembléia de Londres, mas reafirmou que não tem planos de deixar o cargo, apesar da condenação da polícia no caso da morte do brasileiro Jean Charles de Menezes. 1º de novembro – A polícia de Londres é considerada culpada de violar as regras de saúde e segurança da população na operação em que Jean Charles foi morto e é condenada a pagar uma multa. 1º de outubro – Começa o julgamento da polícia de Londres, acusada de violar as regras de saúde e segurança da população. 2 de agosto – O IPCC divulga um segundo relatório sobre o caso, em que indica que houve sérias falhas na forma como a polícia de Londres lidou com informações críticas associadas à operação. Segundo a comissão, o comissário da polícia de Londres, Ian Blair, ficou “quase que totalmente desinformado” sobre a morte de Jean Charles depois que ela ocorreu. 22 de julho – Uma imagem de Jean Charles é projetada no prédio do Parlamento em Londres, junto com a mensagem “Dois anos sem justiça”, para marcar os dois anos da morte do brasileiro. 11 de maio - O IPCC anuncia que 11 policiais que participaram da operação não sofrerão punições disciplinares pela morte, gerando protestos da família de Jean Charles. O órgão mantém a possibilidade de punição (mas não indiciamento) para quatro policiais, mas o IPCC indica que a decisão sobre eles só será tomada até a conclusão do julgamento da polícia por violações das regras de saúde e segurança. 2006 17 de julho - Após analisar um relatório do IPCC sobre o caso Jean Charles, o Crown Prosecution Service, a promotoria pública britânica, anuncia que irá processar a polícia de Londres como um todo por não ter agido para garantir a segurança da população. 19 de janeiro – A promotoria britânica recebe o relatório do IPCC sobre o caso. 12 de janeiro - A polícia de Londres nega que tenha feito um inquérito interno sobre a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, conforme foi divulgado pelo jornal britânico Evening Standard. 8 de janeiro - O jornal The Mail on Sunday diz que os policiais que mataram o brasileiro Jean Charles de Menezes não devem ser acusados formalmente no relatório do IPCC. 7 de janeiro - Familiares de Jean Charles de Menezes lembraram discretamente o aniversário dele na frente da estação de metrô onde o brasileiro foi morto pela polícia britânica. 2005 9 de dezembro - Relatório da comissão independente que investiga a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes diz que os policiais podem ser processados por homicídio. 28 de novembro - O IPCC, que já estava investigando a morte de Jean Charles, anunciou a intenção de investigar a conduta de Ian Blair no episódio. 27 de novembro - O jornal britânico The Sunday Times diz que os dois policiais que atiraram no eletricista Jean Charles de Menezes, matando-o numa estação de metrô em Londres, devem escapar de uma acusação criminal. 16 de novembro - O diário britânico Daily Telegraph afirma que a polícia de Londres utilizou balas "dum dum" nos disparos que mataram Jean Charles de Menezes. A família de Jean diz que já sabia disso. 12 de outubro - A família de Jean Charles de Menezes entra com uma queixa formal contra a polícia de Londres devido à divulgação de informações erradas sobre o comportamento do brasileiro dentro da estação de metrô de Stockwell, horas depois de sua morte; os pais de Jean voltam ao Brasil. 27 de setembro - Os pais de Jean Charles de Menezes, Matozinhos e Maria, chegam a Londres acompanhados do irmão dele, Giovani; Maria pede que seja feita justiça no caso. 21 de setembro - Ian Blair diz em entrevista à BBC que chegou a pensar em renunciar depois que membros da força policial mataram o eletricista brasileiro. 22 de agosto - Dois representantes do governo brasileiro chegam a Londres para esclarecer fatos relacionados às investigações sobre a morte de Jean e se reúnem com o chefe da polícia da cidade, Ian Blair; Alessandro Pereira, primo de Jean, entrega às autoridades britânicas uma carta endereçada ao primeiro-ministro, Tony Blair, pedindo a realização de um inquérito público sobre o ocorrido. 19 de agosto - Pela primeira vez, um membro da família de Jean Charles de Menezes pede a renúncia do chefe da polícia de Londres, Ian Blair. O pedido foi feito pelo primo de Jean, Alessandro, que acusou Blair de ter mentido sobre as circunstâncias da morte. 16 de agosto - A TV britânica ITV divulga documentos da investigação do IPCC afirmando que Jean Charles não saltou a catraca do metrô nem vestia casaco grosso de Inverno como alegava a polícia. Reportagem diz ainda que um agente já havia segurado e contido o brasileiro antes dos oito tiros que o mataram. 10 de agosto - Advogados de Jean Charles criticam o inquérito policial, afirmando que a independência da investigação está comprometida. 29 de julho - Jean Charles é enterrado em Gonzaga (MG), sua cidade natal; uma grande missa em sua memória é celebrada em Londres. 28 de julho - Corpo de Jean Charles chega ao Brasil. 27 de julho - Primos de Jean Charles pedem que polícia divulgue as imagens das câmeras do circuito interno de TV da estação de metrô de Stockwell (sul de Londres), onde ele morreu. O IPCC inicia uma investigação sobre o ocorrido. 26 de julho - Fausto Soares, amigo de Jean Charles, diz que ele já havia sido assaltado e agredido em Londres e que teria fugido da polícia por temer a violência. 25 de julho - O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, diz que lamenta profundamente a morte de Jean Charles. 25 de julho - Autoridades de Imigração da Grã-Bretanha dizem que o visto de permanência de Jean Charles no país estava vencido. 23 de julho - Comissão independente de inquérito começa a investigar a morte de Jean Charles no metrô. 23 de julho - Polícia britânica diz que morte de brasileiro foi uma tragédia lamentável. 23 de julho - O governo brasileiro diz num comunicado estar chocado e perplexo com a notícia da morte de Jean Charles. 23 de julho - Após quase um dia afirmando que o morto no metrô era um suspeito de ter ligação com os autores de explosões na cidade, a polícia de Londres admite que a pessoa baleada não tinha conexão com os ataques. 22 de julho - Policiais à paisana matam o eletricista Jean Charles de Menezes com oito tiros na estação de metrô de Stockwell. |
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