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Atualizado às: 22 de outubro, 2007 - 16h00 GMT (13h00 Brasília)
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Policial nega ter ordenado tiros em Jean Charles
Cressida Dick, uma das comandantes da operação em que o brasileiro Jean Charles de Menezes foi morto, em Londres em 2005
Cressida Dick coordenou à distância agentes na operação
A principal comandante da polícia metropolitana de Londres responsável pela operação em que Jean Charles de Menezes foi morto, em 2005, negou nesta segunda-feira ter dado ordens para atirar no brasileiro.

Cressida Dick estava na sala de comando da Scotland Yard durante a perseguição ao brasileiro, coordenando à distância a ação dos policiais que suspeitavam que Jean fosse um terrorista e que o seguiram até a estação de metrô de Stockwell, no sul da capital britânica.

Em depoimento durante o julgamento das ações da polícia no caso, Cressida disse ter ordenado que os policiais armados que participaram da ação "parassem" Jean Charles – e acrescentou que, nos círculos policiais britânicos, o termo significa "deter" ou "confrontar".

"Minha previsão era de que os agentes armados confrontassem a pessoa que eu acreditava que fosse Nettletip (codinome do suspeito) e que essa confrontação fosse ser convencional... para evitar que ele fosse mais longe", disse.

 Acho que ele (Jean Charles) foi vítima das circunstâncias mais extraordinárias e terríveis.
Cressida Dick

Cressida, hoje vice-comissária adjunta da polícia de Londres, disse sentir muito pela morte do brasileiro. "É uma tragédia terrível que eu, e eu acho que toda a polícia metropolitana, lamentamos", afirmou.

"Eu acho que ele (Jean Charles) foi vítima das circunstâncias mais extraordinárias e terríveis."

Desvio de ônibus

A policial também negou ter "perdido o controle" na operação e defendeu sua decisão de não ter fechado um ponto de ônibus na rua onde o brasileiro morava, apesar de outro policial que participou da operação aparentemente ter ordenado que ele fosse fechado.

A promotora Clare Montgomery citou o depoimento de um policial identificado como "Pat", que relatou ter entrado em contato com a companhia que regula os transportes públicos da capital britânica para pedir o fechamento do ponto.

"Isso seria inconcebível se você estivesse no controle da situação", disse Montgomery.

Cressida Dick rebateu, dizendo não ter sido informada sobre o ocorrido.

"Isso não é algo que eu gostaria, que tomassem uma decisão desse tipo sem que eu fosse informada. Se eles de fato tomaram essa decisão, eu não fui informada", disse. "Não acho que isso significa estar fora do controle da operação."

A polícia londrina está sendo julgada pela acusação de violar regras de saúde e segurança do público na operação do dia 22 de julho de 2005, duas semanas após atentados a bomba que mataram 52 pessoas e um dia após novos ataques frustrados na cidade.

O eletricista Jean Charles de Menezes foi morto por policiais com sete tiros, depois de ter sido confundido com Hussain Osman, acusado de planejar ataques extremistas em Londres.

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