|
Família pede a novo governo intervir em caso Jean Charles | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A família do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto há exatos dois anos em conseqüência de um engano da polícia londrina, pediu que o novo governo britânico, empossado há três semanas, intervenha para punir os responsáveis pelo incidente. Neste domingo, após depositar flores na estação de metrô de Stockwell, no sul da capital britânica, um porta-voz da família pediu que a ministra do Interior, Jacqui Smith, se encontre com os parentes do brasileiro. "Estamos pedindo a Jacqui Smith que se encontre com a família e intervenha neste caso, para assegurar que não apenas a família conheça a verdade sobre as razões por que Jean Charles foi morto, mas que todos os responsáveis paguem por suas ações", disse Asad Rehman, em declarações reproduzidas pela agência Reuters. "E a família, a campanha não vai parar até sabermos a verdade, e até que a justiça seja feita", ele acrescentou. Para marcar os dois anos da morte do brasileiro, parentes e amigos do eletricista brasileiro de 27 anos fizeram um silêncio na estação. Jean Charles foi morto com sete tiros dentro da estação de metrô de Stockwell, no sul de Londres, porque a polícia o confundiu com um terrorista. A ação, no dia 22 de julho de 2005, ocorreu duas semanas depois dos atentados que mataram mais de 50 pessoas na capital britânica, e um dia depois que homens-bomba tentaram, sem sucesso, repetir as explosões. Caso na Justiça Em junho, a Alta Corte da Grã-Bretanha confirmou que o inquérito sobre a morte de Jean Charles só será conduzido depois que a polícia londrina for julgada por violar regras de segurança e saúde pública ao executar a operação. A decisão foi criticada pela família, para quem o prolongamento do caso aumenta o sofrimento. O julgamento da polícia londrina está marcado para começar em outubro. A Corte acatou a decisão do oficial de Justiça, que havia optado pela tramitação mais lenta por entender que a existência de um inquérito sobre Jean Charles influenciaria o julgamento da polícia. Mas os magistrados frisaram que o inquérito sobre Jean Charles deve ser realizado independentemente do resultado do julgamento da Polícia. A decisão de processar apenas a polícia, e não um ou outro policial em particular, foi da Procuradoria-Geral britânica, que a anunciou em julho de 2006. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Caso Jean Charles: Corte rejeita tentativa de apressar inquérito14 junho, 2007 | BBC Report Brasil manifesta desagrado com decisão sobre caso Jean Charles11 maio, 2007 | BBC Report Policiais do caso Jean Charles escapam de punição11 maio, 2007 | BBC Report Comandante do caso Jean Charles é promovida19 fevereiro, 2007 | BBC Report Novo relatório critica polícia no caso Jean Charles, diz jornal19 fevereiro, 2007 | BBC Report Diretor de 'A Rainha' produz filme sobre Jean Charles13 fevereiro, 2007 | BBC Report Polícia de Londres reitera inocência no caso Jean Charles22 de janeiro, 2007 | Notícias Decisão no caso Jean Charles foi oportunidade perdida, diz Anistia14 dezembro, 2006 | BBC Report | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||