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Policial chora durante em depoimento sobre Jean Charles | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O chefe da unidade armada que matou o brasileiro Jean Charles de Menezes em uma estação de metrô em Londres, chorou, nesta terça-feira, ao prestar depoimento no tribunal que avalia se a Polícia Metropolitana colocou ilegalmente o público em risco durante a ação, ocorrida em 22 de julho de 2005. O oficial, que no processo está sendo identificado com o nome fictício de 'Ralph', tinha sido perguntado pelo advogado de defesa como se sentia sendo uma testemunha da acusação. Posicionado atrás de uma tela , para proteger sua identidade, Ralph não conseguiu responder a pergunta e, emocionado, passou a soluçar. Diante da cena o juiz Richard Henriques afirmou que a resposta falava por si. O chefe da unidade CO19 da Polícia Metropolitana disse ainda que, apesar da trágica conseqüência da operação, ele se sentiu "orgulhoso do trabalho da equipe na ocasião". Segundo Ralph, os policiais acreditavam que estavam arriscando suas vidas na ocasião. Jean Charles de Menezes recebeu sete tiros na cabeça, depois de ser confundido com um suspeito terrorista. 'Ralph' afirmou que recebeu um alerta vermelho para perseguir Jean Charles no metrô, devido a suspeita de que ele seria Hussain Osman, suspeito de envolvimento nas fracassadas tentativas de atentado a bomba em Londres no dia anterior, 21 de julho. A Polícia Metropolitana de Londres, também conhecida como Scotland Yard, nega ter violado as leis de Saúde e Segurança no incidente. Ela é acusada de cometer falhas fundamentais na forma como a operação foi conduzida. Em outro depoimento, colhido nesta segunda-feira, uim especialista disse que as balas usadas pela polícia britânica naquele dia foram projetadas "para matar instantaneamente". O especialista, identificado como 'Andrew', disse que os policiais tinham sido treinados para atirar apenas em último caso, quando os métodos convencionais falhassem. |
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