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Atualizado às: 11 de outubro, 2007 - 21h19 GMT (18h19 Brasília)
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Jean Charles: Registro policial revela críticas de comandante à ação
Cressida Dick
Cressida Dick coordenou operação em que Jean foi morto
Uma das comandantes da polícia de Londres responsável pela operação em que Jean Charles de Menezes foi morto admitiu na época que partes da ação foram "péssimas" e ocorreram "sem estrutura".

As críticas da comandante Cressida Dick constam de um registro dos acontecimentos da manhã do dia 22 de julho de 2005, lidos nesta quinta-feira durante o julgamento da polícia no caso.

Cressida estava na sala de comando da Scotland Yard durante a perseguição ao brasileiro, coordenando à distância a ação dos policiais que suspeitavam que Jean fosse um terrorista e que o seguiram na estação de metrô de Stockwell, no sul de Londres.

Ela tinha autoridade para ordenar que o suspeito fosse morto sem nenhum tipo de advertência prévia – uma prática adotada pela Scotland Yard ao lidar com militantes suicidas.

Mudança de planos

Os registros da polícia indicam que, às 10h03 da manhã daquele dia, Cressida Dick disse aos policiais desarmados que seguiam o brasileiro que, se Jean Charles fosse identificado como o suspeito que eles procuravam, os agentes não poderiam deixá-lo entrar em um trem de metrô.

Mas a comandante orientou que os policiais desarmados esperassem por um grupo de agentes armados antes de confrontar o brasileiro.

Ao perceber que os policiais armados que participavam da operação estavam atrasados, Cressida Dick mudou de idéia e ordenou aos policiais que o detivessem.

Mais uma vez, pouco depois, a comandante mudou de idéia e determinou aos agentes armados, que já estavam chegando ao local, que não deixassem os policiais desarmados intervir. Jean Charles foi morto em seguida com sete tiros.

Os registros policiais também mostram que os policiais na sala de controle da Scotland Yard acreditavam que Jean Charles era, na verdade, Hussain Osman, acusado de planejar atentados na capital britânica.

Jurado afastado

Nesta quinta-feira, um jurado foi afastado do julgamento que decide se a polícia londrina violou regras britânicas de saúde e segurança do público na operação.

Com isso, o júri que analisa a atuação da polícia continuará a acompanhar o caso com apenas 11 membros.

A morte de Jean Charles aconteceu duas semanas após os atentados que mataram dezenas de pessoas em Londres e um dia após novos ataques frustrados.

Nesta semana, foram divulgadas imagens, registradas pelo circuito fechado de televisão da estação de Stockwell, que mostram os últimos minutos da vida do brasileiro.

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