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Atualizado às: 25 de outubro, 2007 - 15h08 GMT (13h08 Brasília)
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Cocaína e ilegalidade de Jean Charles 'não inocentam polícia'
Jean Charles
Julgamento da polícia entra na reta final
A promotora Clare Montgomery pediu nesta quinta-feira ao júri que analisa a ação da polícia de Londres na operação que terminou com a morte de Jean Charles de Menezes que não se deixe “influenciar” pela situação ilegal do brasileiro na Grã-Bretanha e pelos vestígios de cocaína encontrados em sua urina.

Em seu último pronunciamento no tribunal, Montgomery apresentou argumentos com o objetivo de que os jurados considerem a polícia culpada pela acusação de violar regras de saúde e segurança do público na operação que acabou com a morte de Jean Charles no dia 22 de julho de 2005, numa estação de metrô, em Londres.

“Quem quer que ele fosse e de onde quer que ele tenha vindo, deveria ter sido protegido pela lei naquele dia”, disse Montgomery.

“Se alguém sugerir que Jean Charles provocou sua própria morte, estará tentando desviar a atenção de vocês dos fatos deste caso.”

“Ele não fez nada para merecer a morte, aqui descrita de forma tão vívida. Sua conduta naquela manhã não foi diferente da conduta de centenas de outros londrinos que se deslocam pela cidade todos os dias.”

Segundo um médico que atuou como testemunha da defesa, um teste toxicológico conduzido depois da morte de Jean Charles mostrou que o brasileiro tinha cocaína na urina, mas verificou que a presença do entorpecente no sangue estava "abaixo dos níveis detectáveis".

Mãos atadas

Clare Montgomery ainda pediu aos jurados que ignorem argumentos da defesa que sugiram que “um veredicto de culpa iria deixar a polícia de mãos atadas e atrapalhar futuras investigações”.

“Se a polícia está expondo os moradores de Londres ao perigo porque não estão agindo de forma razoável e prática, então é do interesse dos londrinos que os senhores o digam. Um veredicto de culpa vai aprimorar a polícia e não destruí-la. ”

A promotora enfatizou que suas críticas não se destinavam aos policiais individualmente, mas à Polícia Metropolitana como um todo.

Jean Charles de Menezes, um eletricista de 27 anos, foi morto com sete tiros na cabeça em um vagão do metrô depois de ter sido confundido com um suposto homem-bomba.

O incidente aconteceu duas semanas após os atentados que mataram 52 pessoas na cidade e um dia após novos ataques frustrados.

Depois de quatro semanas, o julgamento da polícia entra na reta final. Nesta sexta-feira, o advogado de defesa, Ronald Thwaites, se pronuncia na corte.

Na próxima segunda-feira, o juiz faz um pronunciamento final aos jurados, que a partir da terça poderão anunciar o veredicto.

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