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Atualizado às: 21 de agosto, 2007 - 08h28 GMT (05h28 Brasília)
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Videogame do Hezbollah simula guerra contra Israel

Capa do jogo Special Force 2
Jogador pode destruir tanques e capturar soldados israelenses
O grupo xiita libanês Hezbollah lançou um jogo de computador baseado no conflito ocorrido no ano passado entre o seu braço militar e Israel.

O jogo, chamado de Special Force 2 (Força Especial 2), permite ao jogador destruir tanques israelenses, atirar ou capturar soldados inimigos e até lançar foguetes Katyusha sobre cidades do norte de Israel. A ação é ambientada nos vales e planícies do sul do Líbano.

O conflito do ano passado durou 34 dias e matou mais de 1,2 mil libaneses e 157 israelenses.

Vídeos do jogo foram exibidos recentemente em um museu instalado em uma feira que celebrava o aniversário de um ano do fim do conflito de 2006, no subúrbio sul de Beirute, onde fica a área de Dahiyeh, controlada pelo Hezbollah.

Segundo a responsável pela assessoria de imprensa do grupo xiita, Wafah Kheir, o jogo é uma maneira de apresentar como os combatentes resistiram à invasão israelense. “Através do jogo, podemos contar a história de algumas das batalhas e de eventos-chave”, disse.

Violência

Em Israel, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Mark Regev, disse que “não deveria ser uma surpresa para alguém que o Hezbollah ensine às crianças que ódio e violência são aspectos positivos”.

Já Kheir defende a divulgação dos jogos de ação entre os jovens. “Nós estamos sujeitos a críticas do mesmo modo que outros jogos no Ocidente sofrem críticas por alimentarem a violência.”

A porta-voz citou o governo dos Estados Unidos, que financia o jogo America’s Army (Exército dos EUA), em que muitas das missões consistem em matar supostos "terroristas" árabes.

“Isso também não seria uma cultura de violência e ódio aos jovens?”, perguntou ela.

Força Especial

O jogo, desenvolvido por voluntários e pelo setor de mídia do Hezbollah, custará em torno de US$ 10 (cerca de R$ 20) no Líbano e pode ser jogado nos idiomas inglês, árabe, francês e persa.

De acordo com Wafah, antes mesmo do lançamento já havia encomendas antecipadas.

Cena do jogo Special Force
O Special Force, de 2003, mostra a ocupação israelense no Líbano

Essa não é a primeira vez que o Hezbollah lança um videogame. Em 2003, o grupo lançou Special Force, ambientando o jogador em batalhas no sul do Líbano durante os anos da ocupação israelense (que durou 22 anos e terminou em 2000).

Na época, segundo o Hezbollah, o jogo também foi vendido em países como Síria, Irã, Barein e Emirados Árabes Unidos.

“Na época criamos o primeiro jogo porque víamos nossos jovens, que gostam de videogames como qualquer pessoa no mundo, jogando jogos que mostravam árabes como vilões e terroristas”, disse Wafah.

“O jogo foi, então, nossa versão. Isso se chama liberdade de expressão. Não vejo o motivo de tanta polêmica.”

Diversão

Para ela, os jovens árabes não odiarão mais ou menos Israel por causa de um jogo porque, acima de tudo, é apenas diversão.

“São os eventos políticos e as ações de Israel que determinam o sentimento de indignação entre os árabes.”

Estes não são os primeiros jogos que mostram uma visão mais árabe do conflito com Israel.

Na Síria, um jogo chamado Under Siege (Sitiado) é baseado em fatos reais e recria a vida de uma família palestina nos eventos da Segunda Intifada, entre 1999 e 2002.

O jogador tem como missão atirar em soldados israelenses ou participar de manifestações.

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