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Atualizado às: 12 de julho, 2007 - 21h55 GMT (18h55 Brasília)
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Israelenses temem novo conflito com Hezbollah

Soldados israelenses na fronteira com o Líbano (foto de agosto de 2006)
Muitos israelenses consideram que Exército se revelou despreparado
Um ano depois do começo da guerra entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, a maioria dos israelenses acredita que um novo conflito na região é só questão de tempo.

Segundo pesquisa de opinião divulgada nesta quinta-feira pela rádio Reshet Bet, a mais importante de Israel, 60% dos entrevistados acham que há possibilidade de outra guerra acontecer nos próximos 18 meses.

De acordo com outra enquete, divulgada na quarta-feira pelo canal 10 de TV, 35% dos israelenses estão certos de que um novo conflito pode ser deslanchado ainda este ano.

As pesquisas refletem o descontentamento dos israelenses em relação aos resultados da guerra, que muitos acreditam ter sido conduzida com desleixo pelas cúpulas política e militar.

A percepção popular é a de que Israel fracassou no conflito, com um Exército que se revelou despreparado e mal-equipado.

Na tentativa de mudar essa imagem, o ex-ministro da Defesa Amir Peretz – que deixou o cargo, desacreditado, há poucas semanas, – disse que "Israel saiu do conflito melhor preparado" para emergências militares.

Já o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, que visitou hoje o norte de Israel, admitiu que erros foram cometidos, mesmo avaliando que a guerra foi justificada.

"Tínhamos a necessidade de erradicar de uma vez por todas a ameaça que pairava sobre centenas de milhares de pessoas", afirmou Olmert.

Conflito

A guerra começou em 12 de julho de 2006 com uma emboscada do Hezbollah a uma patrulha israelense na fronteira. Três reservistas israelenses foram mortos, e dois, seqüestrados.

Em 2000, o Hezbollah já havia seqüestrado três soldados israelenses (os caixões com os corpos dos três – que não sobreviveram ao cativeiro – foram trocados por presos libaneses em 2003).

O Hezbollah também começou a lançar foguetes Katyusha (de fabricação russa) contra todo o norte de Israel, obrigando um terço da população do país (quase 2 milhões de pessoas) a se refugiar em abrigos subterrâneos.

Durante o conflito, mais de 4 mil Katyushas atingiram Israel, destruindo ou danificando mais de 6 mil residências e prédios públicos.

A reação militar israelense foi imediata e violenta. Aviões do país bombardearam alvos do Hezbollah na fronteira, arrasando vilarejos dominados pelo grupo.

Em Beirute, Israel destruiu pistas do aeroporto internacional e lançou mísseis contra a Dahyia, o bairro do Hezbollah na capital libanesa.

O país também enviou quase 30 mil soldados ao sul do país vizinho. Mais de mil pessoas morreram, na maioria civis.

Em Israel, a contagem de mortos ficou em 158 pessoas, sendo 43 civis.

O conflito só terminou 34 dias depois com um cessar-fogo mediado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

"A postos"

Mas, para os israelenses, a resolução 1701 da ONU não marcou o fim das hostilidades entre o país e o grupo islâmico, que domina o sul do Líbano desde a década de 1980 e conta com apoio sírio e iraniano.

A resolução da ONU prevê, entre outros pontos, a retirada total do Hezbollah da região, sendo substituído pelo Exército libanês e por um maior contingente de tropas internacionais.

Mas, em depoimentos ao jornal israelense Haaretz, soldados que servem na fronteira afirmam que nada mudou: o Hezbollah continua a postos. Eles alegam que o perigo de novos seqüestros de soldados é tão grande quanto antes.

Para a maioria dos israelenses, o que aconteceu no ano passado foi apenas uma preliminar para a próxima guerra, desta vez contra uma força mais temida: o exército da Síria, que estaria interessado em retomar, à força, as Colinas do Golã (território estratégico ocupado por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967).

Serviços de informação israelenses dão conta de que a movimentação militar síria na fronteira aumentou muito desde julho do ano passado.

Para acalmar a população, autoridades políticas e militares têm saído a público com avaliações otimistas.

Ontem, o vice-comandante do Exército, Moshe Kaplinsky, disse que não há sinais concretos de um ataque iminente.

Um ano depois
Líbano reconstrói áreas destruídas.
Blocos de concreto em estrada do HezbollahHezbollah
Grupo usa estradas fora do mapa para se rearmar.
Abbas TormuzLíbano
Rearmamento do Hezbollah põe tropas da ONU à prova.
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