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Oposição vence votação chave no Líbano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A oposição saiu vitoriosa na votação no Líbano, neste domingo, para eleger uma das duas cadeiras que ficaram vagas após o assassinato de deputados da coalizão governista anti-Síria. Camille Khoury, candidato do Movimento Patriótico Livre, venceu Amin Gemayel na disputa pela cadeira antes ocupada pelo ministro assassinado em novembro, Pierre Gemayel. Amin Gemayel, de 65 anos, concorreu à cadeira do filho no distrito de Metn pelo partido Falange. Como esperado, Mohammed al-Amin Itani, da coalizão governista, ganhou a votação para a outra cadeira, anteriormente ocupada pelo deputado assassinado Walid Eido, depois que a oposição decidiu não apresentar candidato. Rivalidade A votação foi vista como um teste eleitoral para a influente, mas profundamente dividida, comunidade cristã libanesa. O partido de Khoury, comandado pelo líder cristão Michel Aoun, que governou o país durante a guerra civil (1975-1990), vai enfrentar o Falange na próxima eleição indireta para a presidência no mês que vem. Tanto Michel Aoun quanto Amin Gemayel são potenciais candidatos para substituir o presidente Emile Lahoud. Antes da divulgação oficial dos resultados, Amin Gemayel se recusou a admitir derrota e pediu que seja realizada uma nova votação em um distrito alegando irregularidades. Enfrentamentos Simpatizantes dos dois candidatos se enfrentaram antes da votação. A segurança foi reforçada em toda a região, principalmente em torno das sedes dos dois partidos cristãos em Metn, localizados a apenas 500 metros de distância um do outro e separados por centenas de soldados libaneses. Pelo sistema político sectário do Líbano, o presidente é sempre um cristão maronita, o primeiro-ministro é um muçulmano sunita e o presidente do Parlamento é um muçulmano xiita. O Parlamento elege o presidente. As eleições para as duas cadeiras vagas do Parlamento ameaçam aprofundar as divisões políticas no Líbano. Elas não têm a aprovação do presidente Emile Lahoud, aliado da oposição liderada pelo Hezbollah, nem do presidente do parlamento, Nabih Berri. Berri disse que não reconhecerá os resultados da votação. Síria acusada Gemayel e seus aliados acusam a Síria de planejar o assassinato de seu filho, em novembro, e de outras figuras anti-Síria, incluindo Eido, morto em um atentado em junho. O Movimento Patriótico Livre de Aoun ganhou uma grande maioria dos votos cristãos nas eleições parlamentares de 2005, mas o apoio a ele caiu depois que ele se aliou ao movimento xiita muçulmano Hezbollah, pró-Síria. A coalizão anti-Síria tem a maioria no Parlamento, mas precisa do apoio da oposição pró-Síria para atingir os dois terços necessários para eleger o presidente. O Hezbollah e outros grupos de oposição deixaram o governo de união no ano passado e vêm boicotando o Parlamento em uma campanha para exigir poder de veto sobre as decisões do gabinete. Os grupos anti-Síria chegaram ao poder em 2005 após mais de duas décadas de controle político e militar sírio sobre o Líbano. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Síria nega ligação com morte de político libanês14 de junho, 2007 | Notícias Parlamentar é morto em explosão na capital do Líbano13 de junho, 2007 | Notícias Países árabes tentam resolver crise libanesa03 de dezembro, 2006 | Notícias Manifestantes antigoverno acampam em Beirute02 de dezembro, 2006 | Notícias Premiê libanês diz que não será derrubado por protestos01 de dezembro, 2006 | Notícias Oposição promete manter pressão sobre governo libanês01 dezembro, 2006 | BBC Report Milhares pedem renúncia de premiê libanês em Beirute01 de dezembro, 2006 | Notícias Manifestações políticas marcam funeral de Gemayel24 de novembro, 2006 | Notícias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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