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Atualizado às: 06 de agosto, 2007 - 07h47 GMT (04h47 Brasília)
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Oposição vence votação chave no Líbano
Comemoração no Líbano
Simpatizantes do oposicionista Movimento Patriótico Livre comemoram vitória
A oposição saiu vitoriosa na votação no Líbano, neste domingo, para eleger uma das duas cadeiras que ficaram vagas após o assassinato de deputados da coalizão governista anti-Síria.

Camille Khoury, candidato do Movimento Patriótico Livre, venceu Amin Gemayel na disputa pela cadeira antes ocupada pelo ministro assassinado em novembro, Pierre Gemayel.

Amin Gemayel, de 65 anos, concorreu à cadeira do filho no distrito de Metn pelo partido Falange.

Como esperado, Mohammed al-Amin Itani, da coalizão governista, ganhou a votação para a outra cadeira, anteriormente ocupada pelo deputado assassinado Walid Eido, depois que a oposição decidiu não apresentar candidato.

Rivalidade

A votação foi vista como um teste eleitoral para a influente, mas profundamente dividida, comunidade cristã libanesa.

O partido de Khoury, comandado pelo líder cristão Michel Aoun, que governou o país durante a guerra civil (1975-1990), vai enfrentar o Falange na próxima eleição indireta para a presidência no mês que vem.

Tanto Michel Aoun quanto Amin Gemayel são potenciais candidatos para substituir o presidente Emile Lahoud.

Antes da divulgação oficial dos resultados, Amin Gemayel se recusou a admitir derrota e pediu que seja realizada uma nova votação em um distrito alegando irregularidades.

Enfrentamentos

Simpatizantes dos dois candidatos se enfrentaram antes da votação. A segurança foi reforçada em toda a região, principalmente em torno das sedes dos dois partidos cristãos em Metn, localizados a apenas 500 metros de distância um do outro e separados por centenas de soldados libaneses.

Pelo sistema político sectário do Líbano, o presidente é sempre um cristão maronita, o primeiro-ministro é um muçulmano sunita e o presidente do Parlamento é um muçulmano xiita. O Parlamento elege o presidente.

As eleições para as duas cadeiras vagas do Parlamento ameaçam aprofundar as divisões políticas no Líbano.

Elas não têm a aprovação do presidente Emile Lahoud, aliado da oposição liderada pelo Hezbollah, nem do presidente do parlamento, Nabih Berri.

Berri disse que não reconhecerá os resultados da votação.

Síria acusada

Gemayel e seus aliados acusam a Síria de planejar o assassinato de seu filho, em novembro, e de outras figuras anti-Síria, incluindo Eido, morto em um atentado em junho.

O Movimento Patriótico Livre de Aoun ganhou uma grande maioria dos votos cristãos nas eleições parlamentares de 2005, mas o apoio a ele caiu depois que ele se aliou ao movimento xiita muçulmano Hezbollah, pró-Síria.

A coalizão anti-Síria tem a maioria no Parlamento, mas precisa do apoio da oposição pró-Síria para atingir os dois terços necessários para eleger o presidente.

O Hezbollah e outros grupos de oposição deixaram o governo de união no ano passado e vêm boicotando o Parlamento em uma campanha para exigir poder de veto sobre as decisões do gabinete.

Os grupos anti-Síria chegaram ao poder em 2005 após mais de duas décadas de controle político e militar sírio sobre o Líbano.

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