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Deputado europeu acusa Lula de levar Brasil à 'insustentabilidade' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O deputado europeu David Hammerstein, do Partido Verde, afirmou nesta quinta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “está levando o Brasil por uma estrada de insustentabilidade” com os biocombustíveis e que a União Européia não deve financiar a “destruição ambiental brasileira”. “A UE deve dar prioridade à alimentação e não ao transporte”, Hammerstein afirmou em um comunicado divulgado ao mesmo tempo em que Lula tratava de convencer os líderes europeus de que o aumento na produção de biocombustíveis no Brasil não representa nenhum risco ambiental ou social. O deputado da Espanha, que integra o Partido Verde europeu, também defendeu que os temas tratados na visita do presidente brasileiro à sede do Executivo europeu “se limitam aos interesses estreitos de algumas multinacionais interessadas em explorar a natureza do Brasil com o incremento massivo da produção de biocombustíveis, ignorando suas possíveis conseqüências desastrosas para o meio ambiente e a segurança alimentar”. Para o deputado, o encontro deveria ter sido focado em discussões sobre regras globais para evitar o desmatamento e a “destruição agro-industrial, que avança a um ritmo alarmante no governo de Lula”. “Esse processo perigoso pode estar tendo uma repercussão muito grave sobre o bem estar de todo o planeta”, afirmou. Produção sustentável Antes de conhecer o comunicado de Hammerstein, os líderes europeus ressaltaram, durante a abertura da conferência internacional sobre biocombustíveis, que a UE não permitirá a importação de biocombustíveis que não cumpram padrões de proteção ambiental. José Manuel Barroso, presidente da Comissão Européia, disse que apresentará ainda neste ano uma proposta para a adoção de um “rigoroso” mecanismo de controle para garantir que a produção dos combustíveis alternativos que abasteçam a Europa sejam produzidos de forma ecologicamente correta. Por sua parte, o comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson, assegurou que “os europeus não pagarão um prêmio por biocombustíveis se o etanol que abastece seus carros for produzido de forma não sustentável em campos que são sistematicamente queimados depois das colheitas, ou às custas de florestas tropicais”. |
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