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Em cúpula, UE coloca Brasil como 'parceiro estratégico' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil, que participa nesta quarta-feira de uma reunião de cúpula com a União Européia em Lisboa, está prestes a entrar para o grupo seleto de países considerados pelo bloco como “parceiro estratégico”. Atualmente, somente Estados Unidos, Canadá, Rússia, China, Índia e Japão recebem da UE esse tratamento. “Estamos reconhecendo a qualidade do Brasil como ator essencial para entrar no restrito clube de nossos parceiros estratégicos”, afirmou o presidente da Comissão Européia (o executivo da UE), José Manuel Durão Barroso. A cúpula desta quarta-feira, da qual participa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é a primeira reunião do tipo entre Brasil e União Européia e deve marcar o início do processo de entrada do país nesse grupo de parceiros estratégicos. Lula, que desembarcou em Lisboa na manhã desta quarta-feira, se reúne com Barroso e também com o primeiro-ministro português José Sócrates, atualmente na presidência rotatória do bloco europeu. Resultados práticos A reunião de cúpula desta quarta-feira não busca resultados práticos imediatos, mas deve procurar abrir um novo momento nas relações entre os dois lados, o que recebeu o nome de parceria estratégica. Trata-se de uma mudança na forma como a União Européia se relaciona com os brasileiros: até agora, todas as negociações eram com o Mercosul – os quatro países do outro lado da mesa – o que não ajudou a chegar a um acordo entre os dois lados. A partir da reunião desta semana, haverá uma relação especial com o Brasil, que é reconhecido como líder do bloco econômico sul-americano – o país já conta com 80% do PIB do Mercosul. “A parceria estratégica com o Brasil dará uma nova coerência às relações que a Europa tem com as novas nações emergentes. A União Européia já tem essas relações com a Índia, a China e a Rússia”, explicou o primeiro-ministro português José Sócrates, que atualmente ocupa a presidência rotativa do bloco europeu. O responsável pela política externa de segurança da União Européia, o espanhol Javier Solana, disse o que os europeus pretendem: “Não serão apenas reuniões anuais. Vamos discutir não somente as relações bilaterais. Reconhecemos que o Brasil tem hoje um papel extremamente importante, independentemente das parcerias comerciais, dos investimentos e da cooperação nas áreas científica e tecnológica. Há uma importante agenda global que a União Européia deve assumir, e aí as relações com o Brasil jogam um papel de relevo”. Os dados europeus indicam que o Brasil já tem uma relação econômica especial com a União Européia, que não encontra tradução na área política. Com investimentos europeus de 80,1 bilhões de euros, o Brasil contabiliza mais capital da União Européia do que os três outros grandes países em desenvolvimento juntos – a China tem 31,3 bilhões e a Índia, 11,7 bilhões. Só no ano passado, o total investido pelos europeus no Brasil atingiu 5,2 bilhões de euros. Segundo Sócrates, as relações com o Brasil são uma das prioridades dos seis meses da presidência portuguesa da União Européia, assim como fechar o novo tratado que regula os poderes na Europa – texto que substituiu o projeto de constituição que foi derrotado em referendos na França e na Holanda –, a África e as questões do meio ambiente. Foi uma iniciativa portuguesa propor as reuniões anuais com o Brasil. A proposta foi apresentada em novembro do ano passado. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Em cúpula, Brasil e UE se concentram em "parceria estratégica" 03 julho, 2007 | BBC Report Mercosul deve buscar parcerias com outros blocos, diz Lula29 junho, 2007 | BBC Report Líderes europeus chegam a acordo sobre reforma23 junho, 2007 | BBC Report Para Lula, países ricos pedem 'contribuição desproporcional'22 junho, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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