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Atualizado às: 17 de abril, 2007 - 10h15 GMT (07h15 Brasília)
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Investir só em biocombustíveis não basta, diz economista

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O Brasil deve investir em células de hidrogênio se quiser garantir o fornecimento de energia e liderar o cenário energético do futuro, afirma o economista Jeremy Rifkin, presidente da Fundação para Tendências Econômicas e consultor internacional na área de energia.

“O Brasil está no caminho certo apostando forte nos biocombustíveis, mas não deve insistir só nisso se quiser tomar a liderança no mercado energético. No futuro próximo, quem não produzir células de combustível de hidrogênio vai ficar para trás”, disse a um grupo de jornalistas em Bruxelas.

Com grande capacidade de armazenamento e ocupando uma área pequena, as células de hidrogênio também seriam a melhor alternativa para épocas de crise.

A célula de hidrogênio funciona como um conversor que transforma a energia química da quebra de moléculas de hidrogênio em energia elétrica. Como resultado final, gera eletricidade, calor e água - nenhum outro resíduo.

Rifkin considera que as células de hidrogênio são o caminho para o que chama de “terceira revolução industrial”.

“Por causa das pressões ambientais, dependeremos completamente de energias limpas. Mas as fontes de energias alternativas são intermitentes e, com a mudança climática, cada vez mais imprevisíveis. Nenhuma delas será realmente eficiente se não for associada a uma célula de combustível”, afirma.

“É arriscado depender do sol, do vento ou, no caso do Brasil, do fluxo das águas. A crise energética que o país sofreu por causa da seca em 2001 é o melhor exemplo disso”.

Viabilidade

Apesar de ser uma fonte de energia limpa, a tecnologia é criticada por alguns engenheiros que afirmam que, além de cara, tem baixo rendimento.

Rifkin faz pouco caso das críticas e defende que o governo deveria aproveitar o interesse da iniciativa privada e incentivar o investimento em uma produção em grande escala.

“Não falta interesse. O que falta é liderança governamental. As células de combustíveis já estão em uso na Alemanha e no Japão. Se houver interesse no Brasil, dentro de 25 anos, cada escola, casa e hospital terá sua célula de hidrogênio”, afirma.

De acordo com o ministério brasileiro de Ciência e Tecnologia, até o final deste ano o Brasil terá investido 29 milhões de reais em um programa de pesquisas sobre células de combustível iniciado em 2002.

O objetivo é estruturar o mercado nacional para começar a utilizar o hidrogênio como fonte de energia em 2020.

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