BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 20 de junho, 2007 - 19h33 GMT (16h33 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Abbas acusa Hamas de golpe na Faixa de Gaza
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, mahmoud Abbas
Líder palestino descartou diálogo com membros do Hamas
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, acusou o grupo Hamas de tentar estabelecer um Estado próprio na Faixa de Gaza e de praticar um golpe contra ele.

Falando em Ramallah nesta quarta-feira, na Cisjordânia, Abbas deixou claro que não está aberto a negociações com o Hamas, que assumiu o controle sobre a Faixa de Gaza na semana passada.

"Não há diálogo com esses golpistas assassinos", disse o presidente, que pertence ao Fatah, organização rival do Hamas. "O golpe deve ser encerrado de todas as formas."

"A liderança do Hamas precisa pedir desculpas ao povo palestino e à Organização para a Libertação da Palestina pelo crime que foi o sangrento golpe que realizou. Eles precisam entregar o controle de todas as instituições da Autoridade Palestina que tomaram (…) ao novo governo, que é o único legítimo em uma palestina unida."

Discurso 'impróprio'

Abbas – que empossou um novo gabinete de governo, sem membros do Hamas – acusou o grupo de tentar planejar assassiná-lo em uma visita a Gaza.

"Um mês atrás eu recebi informações de que o Hamas colocou uma mina na rua Saladino (em Gaza), que iria explodir quando eu passasse. Essa informação foi confirmada por órgãos de segurança", disse ele.

 Essa não é uma lógica própria de um presidente de algum povo ou do presidente da Organização para a Libertação da Palestina. Esse discurso não é digno de (uma pessoa em) tal posição.
Osama Hamdan, representante do Hamas no Líbano

"Eu recebi um videotape de contatos do Hamas (…) Eu assisti a gravação e vi seis pessoas bem conhecidas usando símbolos do Hamas. Eles estavam puxando uma mina, que não poderia ter menos que 250 kg, para enterrá-la no chão. Enquanto faziam isso, três deles disseram que aquilo (a mina) era para Abu Mazen (como Abbas é também conhecido)."

Um líder do Hamas exilado no Líbano, Osama Hamdan, disse que o discurso de Abbas foi “cheio de mentiras e histórias inventadas”.

"Essa não é uma lógica própria de um presidente de algum povo ou do presidente da Organização para a Libertação da Palestina. Esse discurso não é digno de (uma pessoa em) tal posição."

"É inapropriado que qualquer presidente de um povo feche a porta ao diálogo com parte integral de seu povo, cujo peso e tamanho ele conhece muito bem", completou.

Israel

No discurso, Abbas também pediu a realização de uma conferência internacional preparatória para a retomada de negociações entre palestinos e israelenses.

Nesta quarta-feira, os dois lados retomaram o diálogo pela primeira vez desde que o Hamas – que não reconhece o direito de existência de Estado de Israel - venceu as eleições parlamentares palestinas, há 15 meses.

Segundo o porta-voz do ministério do Exterior israelense Zehavit Hillel, a chanceler israelense, Tzipi Livni, conversou por telefone com o premiê palestino, Salam Fayyad, na qual ela enfatizou "a importância do estabelecimento do novo governo palestino".

"Ela disse que isso (o novo governo) nos permite seguir em frente com algumas questões que foram colocadas em suspenso durante o governo de unidade palestino e seguir com o processo de paz."


Conflito no Oriente MédioOriente Médio
Saiba mais sobre o conflito entre Israel e palestinos.
Violência em GazaViolência em Gaza
Palestinos protestam nas ruas.
Veja
Militante do Hamas em GazaAnálise
O Oriente Médio está à beira de um colapso?
NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade