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Atualizado às: 18 de junho, 2007 - 14h23 GMT (11h23 Brasília)
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UE pode retomar ajuda a governo palestino sem Hamas
Presidente palestino Mahmoud Abbas dá posse a novo gabinete sem Hamas
Sem Hamas, novo governo palestino tomou posse no domingo
A União Européia pretende voltar a fornecer ajuda financeira ao novo governo palestino liderado pelo partido pró-Ocidente Fatah, depois que a facção radical Hamas foi expulsa da coalizão.

A medida, mencionada pelo chefe de política externa do bloco europeu, Javier Solana, encerraria um embargo imposto há 18 meses aos palestinos, logo após o grupo islâmico Hamas vencer as eleições palestinas de janeiro de 2006 e assumir o controle do governo.

Antes de uma reunião com ministros do Exterior de vários países, em Luxemburgo, Solana disse que a União Européia estaria preparada para fazer alguns pagamentos diretos ao governo do novo primeiro-ministro, Salam Fayyad, no futuro.

Fayyad, que era ministro das Finanças na administração anterior, é altamente respeitado por organizações e doadores internacionais.

"Não há dúvidas de que parte do dinheiro irá para o primeiro-ministro Fayyad. Haverá uma relação direta com este governo", explicou Solana.

Faixa de Gaza

O comissário europeu ressaltou que a UE também pretende fornecer ajuda aos palestinos na Faixa de Gaza.

Mas os fundos seriam transferidos por meio da ONU (Organização das Nações Unidas) ou por um mecanismo internacional temporário que evitasse que eles passem pelo Hamas.

"Não podemos decepcionar os palestinos que moram em Gaza neste momento. Nós dissemos isto ao novo primeiro-ministro e ele está comprometido a ser o primeiro-ministro de todos os territórios. Sempre que ele pedir ajuda, será para os dois lugares: na Cisjordânia e em Gaza. Isto é muito importante", afirmou Solana.

A União Européia é o maior doador de ajuda aos palestinos e, mesmo durante o embargo, continuou com os trabalhos de ajuda humanitária na região.

O embargo foi imposto por Israel e países do Ocidente enquanto o Hamas não respeitasse três exigências: reconhecer a existência de Israel, renunciar à violência e respeitar acordos firmados anteriormente entre palestinos e israelenses.

Palestino comemora vitória do Hamas em janeiro de 2006
Embargo de 18 meses começou após vitória do Hamas nas eleições regionais

Mas a comissária de Relações Externas da UE, Benita Ferrero-Waldner, observou que os fundos do bloco não podem ser liberados imediatamente, porque o novo governo precisa antes criar mecanismos para administrar o dinheiro recebido de forma eficaz.

"É uma questão de controle financeiro e transparência, e não consigo imaginar que um governo de emergência neste momento já tenha todas as estruturas para isto", explicou Ferrera-Waldner.

No domingo, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse em Nova York que consideraria a liberação de milhões de dólares de impostos que Israel recolhe para os palestinos. Os fundos estão congelados desde o início do embargo.

Servidores públicos

Nesta segunda-feira, os 12 integrantes do gabinete palestino, nomeados pelo presidente Mahmoud Abbas, realizaram sua primeira reunião em Ramallah, na Cisjordânia.

O governo de emergência foi formado após Abbas ter destituído o Hamas do poder, incluindo o líder do grupo, Ismail Hanyia, que detinha o cargo de premiê do governo palestino.

Antes da reunião, o Ministro da Informação palestino, Riad al-Maliki, se disse otimista em relação à ajuda européia.

"Acho que tudo é bastante promissor, e ouvimos da União Européia que eles vão pagar os salários de todos os servidores públicos. Nós estamos trabalhando para garantir todas as necessidades básicas para as pessoas em Gaza", afirmou Al-Maliki.

Muitos moradores de Gaza correram aos mercados e postos de gasolina com medo de enfrentar falta de itens básicos na região, após a única companhia fornecedora de gasolina, a israelense Dor Alon, suspender o fornecimento de combustível na semana passada.

Porém, nesta segunda-feira, a empresa anunciou que retomou o fornecimento para a região, e explicou que a interrupção foi gerada pelos confrontos entre integrantes do Hamas e do Fatah na semana passada, o que fez com que não houvesse ninguém do outro lado para coordenar os pagamentos e as entregas.

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