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Presidente palestino dissolve governo de união | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, decidiu nesta quinta-feira dissolver o governo de união nacional formado pelos grupos Hamas e Fatah. A decisão de Abbas foi uma reação aos violentos confrontos entre as duas facções palestinas registrados nos últimos dias na Faixa de Gaza. Abbas, que também é líder do Fatah, declarou ainda estado de emergência nos territórios palestinos. Um porta-voz do presidente palestino disse que novas eleições podem ser convocadas quando a situação nos territórios palestinos se estabilizar. Segundo assessores, Abbas destituiu o primeiro-ministro Ismail Haniya, do Hamas, e se prepara para indicar um novo nome para o cargo. Até a formação de um novo governo, Abbas pretende governar por meio de decretos presidenciais. Reação O Hamas rejeitou a decisão de Abbas. "Em termos práticos, essas medidas são inúteis", disse um porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri. "O primeiro-ministro Haniya permanece como chefe do governo mesmo que este seja dissolvido pelo presidente", afirmou o porta-voz à agência de notícias Reuters. O governo de união havia sido formado há três meses para tentar superar o boicote internacional ao Hamas, que controla o Parlamento desde que venceu as eleições no início de 2006. Pouco antes de o presidente palestino tomar a decisão, a OLP (Organização pela Libertação da Palestina) já havia recomendado a dissolução do governo. De acordo com assessores de Abbas, o presidente palestino também está aberto à idéia do envio de uma força de paz internacional à região. O correspondente da BBC em Jerusalém, Matthew Price, afirma que assim que o decreto presidencial for assinado, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza serão efetivamente separadas uma da outra: Gaza ficará sob o controle do Hamas, e a Cisjordânia, do Fatah. Apoio americano Em Washington, autoridades americanas disseram que a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, telefonou nesta quinta-feira para o presidente palestino. Um porta-voz afirmou que, na ligação, Rice destacou o apoio americano a Abbas e ao que chamou de "palestinos moderados". Durante o dia, combatentes do Hamas ampliaram o controle do grupo em Gaza. Testemunhas dizem que o Hamas fincou sua bandeira no prédio das forças de Segurança Preventiva do Fatah na Cidade de Gaza. Relatos indicam que 14 palestinos, a maioria funcionários de segurança do Fatah, foram mortos. "O que aconteceu hoje no prédio das forças de Segurança Preventiva foi uma segunda libertação da Faixa de Gaza", disse um porta-voz do Hamas, referindo-se à retirada de tropas e colonos israelenses da região em 2005. Militantes também atearam fogo às instalações da rádio Voz da Palestina, que é considerada pró-Fatah. Tiroteios foram registrados em outros locais de Gaza, com o Hamas atacando prédios do comando político e de segurança do Fatah. Estima-se que pelo menos 20 pessoas foram mortas durante esta quinta-feira, a maioria membros do Fatah. Comissão Européia Diante do agravamento da situação, a Comissão Européia anunciou a suspensão da ajuda humanitária à Faixa de Gaza devido ao que classifica como confrontos "suicidas" entre facções. O comissário europeu Louis Michel disse que a população de Gaza necessita desesperadamente de proteção, mas que projetos de ajuda não podem ser retomados até que a segurança seja restabelecida. As notícias dão conta de que o Hamas tomou conta de praticamente toda a Faixa de Gaza, após cinco dias de intensos combates contra a facção rival, em que mais de cem pessoas já morreram. Mesmo tendo anunciado um acordo de cessar-fogo, os dois principais grupos políticos dos territórios palestinos continuaram a se enfrentar nesta quinta-feira. O braço armado do Hamas afirma não ter recebido ordem para suspender os ataques, conforme as regras do cessar-fogo. Mais cedo, outro prédio importante, do Serviço de Segurança Nacional, veio abaixo por uma série de disparos de morteiro lançados contra a estrutura. Em outras partes de Gaza, forças do Fatah destruíram posições-chave em vez de abandoná-as, segundo a agência de notícias Associated Press. |
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