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Após nova onda de violência, Fatah anuncia boicote | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O grupo palestino Fatah decidiu nesta terça-feira que vai boicotar as reuniões de gabinete do governo de coalizão com o Hamas até que um cessar-fogo seja implementado na Faixa de Gaza. A decisão foi tomada após o dia mais violento em um mês de conflito entre as facções palestinas. Militantes do braço armado do Hamas começaram a atacar nesta terça-feira os postos de segurança do grupo palestino adversário Fatah, na Faixa de Gaza. A escalada de violência recomeçou depois que mensagens foram enviadas nesta manhã por meio de mesquitas controladas pelo Hamas na Cidade de Gaza. 'Golpe' O grupo islâmico havia dado aos militantes do Fatah duas horas para que eles abandonassem suas posições, incluindo prédios ocupados pelas forças de segurança. Pouco depois, o comando da força de segurança nacional ligada ao Fatah divulgou um comunicado em que pede aos militantes que resistam aos ataques do Hamas, os quais chamou de "golpe" contra as instituições oficiais palestinas. Nas últimas 24 horas, pelo menos 18 pessoas foram mortas na Faixa de Gaza em confrontos envolvendo os dois grupos. As residências do presidente palestino Mahmoud Abbas, do Fatah, e do primeiro-ministro Ismail Haniya, do Hamas, foram alvo de morteiros lançados pelos dois lados. Também nesta terça, autoridades do Hamas acusaram o Fatah de tentar assassinar Haniya ao disparar uma granada-foguete contra sua casa. O prédio foi danificado, mas ninguém foi ferido. Esta foi a terceira vez que Haniya foi alvo de ataques desde segunda-feira. Abbas pediu um cessar-fogo imediato "para que o diálogo ponha fim à violência interna". No último mês, o Hamas e o Fatah já declararam trégua sete vezes, mas o anúncio não foi respeitado por nenhum dos lados. Pelo menos 60 pessoas foram mortas nas últimas semanas. Mais cedo, forças leais ao Fatah atacaram a sede da emissora de televisão Al-Aqsa, controlada pelo Hamas, na Cisjordânia. O primo de Abdel Aziz Rantissi, líder do Hamas morto por forças israelenses em 2004, foi seqüestrado e morto por atiradores do Fatah. |
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