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Europeus anunciam retomada de relações com palestinos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A União Européia anunciou nesta segunda-feira que vai retomar "imediatamente" as relações normais com a Autoridade Palestina, suspensas depois que o Hamas, organização palestina considerada terrorista pelo bloco europeu, chegou ao poder, há 18 meses. No entanto, o bloco ainda analisa formas de como a ajuda financeira direta aos palestinos poderá ser retomada. Em jogo, podem estar milhões de dólares em assistência. Em uma mensagem após uma reunião em Luxemburgo, os ministros dos países do bloco disseram que vão "desenvolver as condições para urgente assistência prática e financeira, incluindo apoio financeiro direto ao governo". A mudança foi decidida depois que um novo gabinete de governo palestino, sem a presença do Hamas, foi empossado, no domingo. A União Européia é o maior doador de recursos aos palestinos e, mesmo com o Hamas no poder, nos últimos meses, continuou enviando a eles ajuda humanitária. Sinal político Segundo a correspondente da BBC em Luxemburgo, Oana Lungescu, a decisão de normalizar relações com os palestinos é um claro sinal político de que o governo do novo primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, é o único que a União Européia considera legítimo. Os chanceleres condenaram o que descreveram como um golpe violento praticado pelas milícias do Hamas em Gaza, onde o grupo mantém controle total. Antes da reunião com os ministros do Exterior, o chefe de política externa do bloco europeu, Javier Solana, disse que a União Européia estaria preparada para fazer alguns pagamentos diretos ao governo de Fayyad - que foi ministro das Finanças é é respeitado por organizações e doadores internacionais. "Não há dúvidas de que parte do dinheiro vai para o primeiro-ministro Fayyad. Haverá uma relação direta com este governo", afirmou Solana.
O comissário europeu ressaltou que a União Européia também pretende fornecer ajuda aos palestinos na Faixa de Gaza. Mas os fundos seriam transferidos por meio da ONU (Organização das Nações Unidas) ou por um mecanismo internacional temporário que evitasse que eles passem pelo Hamas. "Não podemos decepcionar os palestinos que moram em Gaza neste momento. Nós dissemos isso ao novo primeiro-ministro e ele está comprometido a ser o primeiro-ministro de todos os territórios. Sempre que ele pedir ajuda, será para os dois lugares: Cisjordânia e Gaza. Isso é muito importante", afirmou Solana. Mas a comissária de Relações Externas da União Européia, Benita Ferrero-Waldner, observou que os fundos do bloco não podem ser liberados imediatamente porque o novo governo precisa antes criar mecanismos para administrar o dinheiro recebido de forma eficaz. "É uma questão de controle financeiro e transparência, e não consigo imaginar que um governo de emergência neste momento já tenha todas as estruturas para isso", disse Ferrero-Waldner. |
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