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UE cobra do Irã libertação imediata de britânicos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A União Européia (UE) pediu nesta sexta-feira que o Irã liberte imediatamente, e sem impor condições, os 15 militares britânicos que mantém detidos há uma semana. Uma nota divulgada por todos os 27 ministros do Exterior dos países do bloco, reunidos na Alemanha, diz que a contínua detenção representa uma violação das leis internacionais. Os ministros também dizem na mensagem que a União Européia vai adotar medidas se os marinheiros não forem libertados. Representantes do bloco disseram que as medidas seriam as "apropriadas" no caso, mas não deram mais detalhes. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, já havia dito anteriormente que o apoio da União Européia à Grã-Bretanha no caso seria o próximo passo no sentido de aumentar a pressão sobre o Irã e isolar o país. Confissão As autoridades de Teerã dizem que os militares invadiram águas territoriais iranianas sem permissão e exigem um pedido de desculpas por parte do governo britânico. A Grã-Bretanha, por sua vez, diz que os militares, tripulantes do navio HMS Cornwall, estavam em águas iraquianas e se negam a pedir perdão. Também nesta sexta-feira, o canal de televisão estatal iraniano Al-Alam transmitiu a segunda confissão de um dos marinheiros. No vídeo, o militar, identificado como Nathan Thomas Summers pela agência de notícias oficial do Irã (IRNA), diz: "Entramos em águas iranianas sem permissão e fomos presos pela guarda costeira iraniana”. A emissora de televisão é a mesma que há dois dias exibiu imagens do grupo de marinheiros comendo e aparentando boas condições de saúde, além de um depoimento da única mulher do grupo, Faye Turney, em que ela também admitiu que eles invadiram águas iranianas. Assim como Turney, Summers disse que ele e seus colegas estão sendo bem-tratados pelos iranianos e pediu desculpas pelo episódio. "Gostaria de pedir desculpas de entrar em suas águas sem permissão. Sei que isso ocorreu em 2004, e o nosso governo prometeu que não iria mais acontecer", disse o soldado. Tratamento "amigável" "Desde que fomos presos no Irã o nosso tratamento tem sido muito amigável. Nós não fomos mal tratados em momento algum, eles têm cuidado muito bem de nós. Basicamente, a comida que eles têm nos servido tem sido boa e estou grato de que nada de ruim nos aconteceu." Além da entrevista, exibida com legendas em farsi, foram transmitidas imagens do marinheiro ao lado de um de seus colegas, além da marinheira Faye Turney. O Ministério do Exterior britânico descreveu as mais recentes imagens de "exploração vergonhosa" e voltou a negar que seus marinheiros tenham invadido o território marítimo iraniano. O órgão também disse estar estudando seriamente uma nota emitida pelo Irã para a embaixada britânica em Teerã. A nota, que ressalta que violações da integridade territorial do Irã já ocorreram no passado, pede que a Grã-Bretanha garanta que vai evitar que atos como esse ocorram novamente.
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