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Atualizado às: 28 de março, 2007 - 14h16 GMT (11h16 Brasília)
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Grã-Bretanha congela relações com Irã
GPS mostra a localização dos militares no momento da captura. Foto: Ministério da Defesa Britânico
Autoridades afirmam que informações de GPS mostram que militares estavam em águas iraquianas
A Grã-Bretanha anunciou que está congelando as relações com o Irã até a libertação de 15 marinheiros capturados no Golfo Pérsico na semana passada.

O anúncio foi feito no Parlamento pela ministra do Exterior britânica Margaret Beckett.

Segundo o correspondente do setor de segurança da BBC, a medida significa que, até que os soldados sejam libertados, não ocorrerão “visitas para e do Irã” e nenhum visto britânico seria fornecido a autoridades iranianas.

O Irã, por sua vez, segundo informações de uma TV turca, teria anunciado que libertaria uma mulher que estava entre os marinheiros presos.

Pressão

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse ao Parlamento que é o momento de aumentar a pressão internacional em relação ao Irã, país cujas ações o premiê descreveu como inaceitáveis e ilegais.

Os 15 marinheiros e fuzileiros navais britânicos, tripulantes do navio HMS Cornwall, foram capturados na sexta-feira e transferidos para Teerã. O governo do Irã diz que eles estavam em águas territoriais do país sem autorização, mas as autoridades britânicas dizem que eles estavam legalmente em águas iraquianas.

Na última declaração divulgada pelo Irã, o país afirma que poderá resolver a questão por meio de cooperação e continua insistindo que os militares britânicos capturados estavam dentro do território iraniano.

GPS

O governo britânico também disse, nesta quarta-feira, ter provas de que os marinheiros estavam águas iraquianas. Informações de satélite provariam que os 15 marinheiros e fuzileiros navais detidos no Irã estavam a cerca de 1,7 milhas náuticas dentro de águas territoriais iraquianas quando foram capturados, segundo autoridades do Ministério da Defesa britânico.

O vice-almirante Charles Style disse que os marinheiros sofreram uma "emboscada" no Golfo Pérsico depois de uma operação de busca e sua detenção foi "errada e sem justificativa".

Depois das alegações da Grã-Bretanha, a embaixada do Irã em Londres divulgou uma declaração na qual voltou a afirmar que os militares estavam 0,5 quilômetro dentro de águas territoriais iranianas quando foram capturados.

A declaração divulgada pela agência de notícias estatal iraniana IRNA afirmava que "os governos do Irã e da Grã-Bretanha têm habilidade para resolver o incidente por meio de contatos e cooperação".

Em Londres, na quarta-feira, o Ministério da Defesa afirmou que "contestava de forma não ambígua" as alegações do Irã.

Uma fonte iraniana disse à BBC que os britânicos estão sendo interrogados para que revelem se a missão deles era de espionagem.

A fonte disse que a investigação também envolve a análise de equipamento de rastreamento, para determinar exatamente onde os britânicos foram capturados.

Em 2004, o Irã deteve oito militares britânicos por três dias depois de alegar que os homens invadiram a fronteira marítima do país.

Os militares foram mostrados com os olhos vendados e forçados a pedir desculpas na televisão iraniana antes de serem libertados.

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