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Atualizado às: 27 de março, 2007 - 15h26 GMT (12h26 Brasília)
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Blair adverte Irã para que liberte marinheiros
HMS Cornwall
Os 15 marinheiros estavam a bordo do HMS Cornwall
O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, advertiu nesta terça-feira que os esforços do país para libertar um grupo de marinheiros detido pelo Irã no Golfo Pérsico vão entrar em uma “fase diferente” se a diplomacia não garantir a libertação deles.

Os 15 marinheiros e fuzileiros navais britânicos, tripulantes do navio HMS Cornwall, foram capturados na sexta-feira e transferidos para Teerã. O governo do Irã diz que eles estavam em águas territoriais do país sem autorização, mas as autoridades britânicas dizem que eles estavam legalmente em águas iraquianas.

“Eu espero que possamos fazer eles (o governo do Irã) entender que eles têm que libertá-los, senão, então nós seguiremos para uma fase diferente”, disse o premiê.

Blair, que comentou o assunto em uma entrevista a um canal de TV britânico, não deu detalhes sobre como seria essa nova fase.

“Teremos que ver, mas o que eles devem entender é que não podemos ter uma situação em que nossos militares são detidos quando na verdade eles estão em águas iraquianas, com autorização da ONU.”

“Maneira islâmica”

A ministra do Exterior britânica, Margaret Beckett, também reforçou a pressão para que o Irã reconsidere sua decisão.

“Nós continuamos pedindo não apenas o retorno seguro deles, mas também o retorno rápido deles”, disse. “Em segundo lugar, continuamos buscando acesso consular a eles para nossos diplomatas.”

O porta-voz do Ministério do Exterior iraniano Mohammad Ali Hosseini reiterou que, para as autoridades do país, os “marinheiros britânicos entraram nas águas iranianas ilegalmente”, mas disse que o “caso está sob investigação”.

Segundo ele, os britânicos estão sendo mantidos em lugar seguro e “sendo tratados de uma maneira humana e islâmica”.

Uma fonte iraniana disse à BBC que os britânicos estão sendo interrogados para que revelem se a missão deles era de espionagem.

A fonte disse que a investigação também envolve a análise de equipamento de rastreamento, para determinar exatamente onde os britânicos foram capturados.

Em 2004, o Irã deteve oito militares britânicos por três dias depois de alegar que os homens invadiram a fronteira marítima do país.

Os militares foram mostrados com os olhos vendados e forçados a pedir desculpas na televisão iraniana antes de serem libertados.

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