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Irã oferece à Grã-Bretanha acesso a marinheiros presos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Irã afirmou que vai permitir que autoridades da Grã-Bretanha visitem os 15 militares da Marinha britânica detidos na última sexta-feira. Em uma entrevista concedida durante a conferência da Liga Árabe, que está sendo realizada em Riad, capital da Arábia Saudita, o ministro do Exterior iraniano, Manouchehr Mottaki, disse que o Irã está preparado para oferecer à Grã-Bretanha acesso aos prisioneiros e também estava estudando a possibilidade de libertar a única mulher do grupo, Fay Turney. Mottaki, ressaltou, no entanto, que o impasse só será resolvido se a Grã-Bretanha assumir que, mesmo que por engano, seus militares estavam em águas iranianas quando foram capturados. "Isto pode ser resolvido. Mas eles têm de mostrar que foi um erro, isso vai nos ajudar a concluir o assunto", afirmou Mottaki. Um porta-voz do Ministério do Exterior britânico disse que o órgão está aguardando mais detalhes sobre um possível acesso consular e que nenhuma oferta oficial foi feita até o momento. Relações suspensas Nesta quarta-feira, a Grã-Bretanha afirmou que suspendeu contatos bilaterais com o Irã até que todos os militares sejam libertados. Oito marinheiros e sete fuzileiros navais britânicos foram levados por Guardas Revolucionários iranianos armados na última sexta-feira, depois de uma busca em um navio mercante. Segundo Mottaki, análises de GPS confirmam que o grupo, do navio HMS Cornwall, estava em águas territoriais iranianas quando foi levado. Mas o governo britânico também disse ter provas de que os marinheiros estavam em águas iraquianas. A Grã-Bretanha tenta agora convencer países aliados na Europa e a Organização das Nações Unidas (ONU) a ajudar a resolver o impasse. O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que vai telefonar para Mottaki nesta quinta-feira para conversar sobre o episódio, mas ressaltou que "o Irã tem suas próprias razões" para não libertar os detidos. O governo britânico condenou a transmissão de imagens dos prisioneiros comendo e de um depoimento da marinheira Faye Turney, em que ela diz que os iranianos foram "amigáveis" e "corteses" e que ela e os outros militares estão ilesos. O vídeo mostrou uma carta, que o Irã diz ter sido escrita por Turney aos pais pedindo desculpas "por entrar águas iranianas". O texto da carta atribuída a Turney diz: "Quando fomos detidos por forças iranianas em nossos barcos, nós nitidamente tínhamos entrado em águas iranianas. Eu gostaria que não tivéssemos, porque agora eu estaria em casa com vocês. Eu lamento termos feito isso, porque eu sei que se nós não tivéssemos feito, não estaríamos aqui agora." A carta também pede para os pais da marinheira cuidarem de sua filha, de três anos, Molly, e de seu marido, Adam. Além disso, o texto diz que os pais de Turney não precisam se preocupar. "Quero que todos vocês saibam que estou bem e segura. Estou sendo bem-tratada. Recebo três refeições por dia e tenho acesso constante a líquidos." Na carta, que diz que "as pessoas são amigáveis, hospitaleiras, muito simpáticas e acolhedoras", também está escrito que "não irá demorar muito para eu chegar em casa e participar do aniversário de Molly com um presente do povo iraniano". Segundo declarações desta quarta-feira da Ministra do Exterior britânica, Margaret Beckett, a veiculação das imagens é "completamente inaceitável" e Turney pode ter sido forçada a pedir desculpas para beneficiar o governo iraniano. |
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