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Choques na França mudam tom da corrida presidencial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As questões de segurança e imigração ganharam força na campanha presidencial na França após os confrontos na noite desta terça-feira entre centenas de jovens e a polícia em uma das maiores estações de metrô e de trens de Paris. Os partidos de esquerda reagiram aos confrontos e apontaram o ex-ministro do Interior Nicolas Sarkozy, que vem liderando as pesquisas, como responsável pelo aparente clima de tensão e violência que existe entre a população e a polícia. Sarkozy, que deixou o cargo na segunda-feira e é conhecido por ter reforçado a ação repressiva da polícia francesa, afirmou que a "polícia fez seu trabalho". Por sua vez, a candidata socialista, Ségolène Royal, afirmou que o incidente na estação de metrô em Paris "mostra o fracasso de toda a linha do partido do governo em relação às questões de segurança". Sete horas Os confrontos na estação Gare du Nord começaram depois que um homem de 33 anos foi detido pulando a catraca do metrô sem bilhete e agrediu um agente de segurança do metrô. Jovens que assistiam à cena se revoltaram com a suposta brutalidade com a qual a polícia militar teria agido para deter o passageiro e começaram a protestar. Rapidamente, cerca de 200 jovens se reuniram na estação e começaram a atacar a polícia com garrafas e outros objetos. A tropa de choque foi chamada ao local. Treze jovens, entre eles cinco menores de idade, foram presos, e nove agentes de segurança ficaram feridos durante os confrontos, que duraram sete horas. Ações judiciais O novo ministro do Interior, François Baroin, disse que essa violência é "inadmissível" e prometeu ações judiciais contra os jovens detidos. Segundo Baroin, o passageiro que desencadeou a onda de revolta é um imigrante clandestino. A extrema-direita já tenta tirar proveito do ocorrido. O candidato Philippe de Villiers, com apenas entre 1% e 2% nas pesquisas, afirmou que a política de imigração sem controle é responsável pelos confrontos na estação de metrô. "Bandos étnicos se instalaram no território francês. Há oito mil periferias problemáticas na França. Os candidatos são aconselhados a não visitá-las", diz ele. A imigração já vinha tendo destaque na campanha presidencial nas últimas semanas em razão da proposta de Sarkozy de criar um "ministério da imigração e da identidade nacional". O ex-ministro vem tentando durante a campanha visitar alguma periferia pobre, mas evitou fazê-lo até o momento por receio de represálias. Segundo as últimas pesquisas, quase a metade do eleitorado francês não sabe ainda em quem vai votar no primeiro turno, no dia 22 de abril. |
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