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'Terceiro homem' ameaça favoritos à Presidência da França | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A campanha presidencial na França sofreu uma reviravolta. François Bayrou, presidente do UDF (União para a Democracia Francesa), de centro-direita, ameaça agora seriamente os dois principais favoritos, o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, e a socialista Ségolène Royal, que correm pela primeira vez o risco de não passar para o segundo turno. De acordo com sondagens divulgadas no país, Bayrou, que está sendo chamado de "terceiro homem", quase dobrou seu total de intenções de voto em apenas um mês. Em uma pesquisa divulgada no domingo pelo Journal du Dimanche, o presidente do partido UDF está empatado pela primeira vez com a candidata socialista, com 23% no primeiro turno das eleições presidenciais. De acordo com a mesma sondagem, Nicolas Sarkozy permanece em primeiro lugar, com 28%. Em uma outra pesquisa feita para o jornal Le Parisien, divulgada na última quinta-feira, Bayrou, ex-ministro da Educação, registrava 24%, apenas um ponto percentual a menos do que Ségolène Royal e dois pontos a menos do que Sarkozy. Preocupação Segundo o jornal Le Monde, responsáveis pela campanha da candidata socialista já se preocupam com a possibilidade de que ela não consiga passar para o segundo turno. Se isso acontecer, será um terremoto político na França, já que, pela segunda vez consecutiva, o Partido Socialista não disputaria o segundo turno das eleições presidenciais. Em 2002, o socialista Lionel Jospin perdeu para o candidato de extrema-direita da Frente Nacional, Jean-Marie Le Pen. A atual performance de François Bayrou era inimaginável há cerca de um ano, quando os candidatos ainda não haviam sido oficializados, mas Sarkozy e Ségolène já lideravam as pesquisas com ampla vantagem. No ano passado, François Bayrou tinha apenas 5% das intenções de voto, o mesmo desempenho de partidos de extrema esquerda que tradicionalmente não vão além desse resultado. Discurso "misto" Esta não é não é a primeira vez que existe o chamado "terceiro homem" em uma campanha presidencial na França. Mas normalmente, a figura da "zebra" não dura muito tempo. Mas, no caso de Bayrou, a situação parece ser diferente. Analistas estimam que os eleitores estejam preferindo Bayrou, tido como moderado, por rejeitarem a linha mais dura da direita, representada por Sarkozy, e por acreditarem que a candidata do PS não seja convincente. "Os franceses também detestam que um duelo entre favoritos seja imposto antecipadamente", diz o jornalista Philippe Goulliaud, que cobre a campanha do candidato da UDF para o jornal Le Figaro, se referindo à liderança de Sarkozy e Ségolène desde o início das pesquisas. Bayrou tenta atrair candidatos da direita, com seu discurso liberal, e do partido socialista, dando prioridade à educação. Até o momento, ele não tem sido muito preciso sobre seu programa de governo, que ele prefere chamar de "projeto". Ele defende a redução da dívida pública e é também favorável ao fortalecimento da União Européia. |
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