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Atualizado às: 09 de fevereiro, 2007 - 14h04 GMT (12h04 Brasília)
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Game coloca jogador no lugar de 'presidentes'

Capa do game 'Missão Presidente' (Divulgação)
Jogo simula desafios como desemprego e problemas ambientais
Missão Presidente, um novo jogo para computadores que será lançado na França em março, permite ao jogador assumir o papel de chefe de Estado em 180 países, incluindo o Brasil.

Os que acham que muitos líderes políticos não governam como deveriam poderão agora comandar o país em seus computadores e tomar suas próprias decisões em relação aos mais variados temas.

Redução do desemprego, reformas, acordos comerciais ou militares, violência no Iraque, esgotamento dos recursos naturais, políticas de incentivo à cultura e relações diplomáticas são alguns dos desafios ou missões que o presidente cibernético terá de enfrentar.

O "chefe de Estado" deve ainda enfrentar a concorrência das grandes potências e, ao mesmo tempo, administrar internamente a popularidade de seu governo.

O objetivo do jogo é conservar o poder, ou seja, ser reeleito para continuar a partida.

A qualquer momento, ele pode ser destituído, sofrer um golpe de Estado ou impeachment e até mesmo um atentado terrorista para tirá-lo do cargo.

Iraque e Mercosul

As missões e desafios do "presidente" variam de acordo com o país, já que o jogo integra os dados geopolíticos do mundo de hoje. Dessa forma, quem comandar os Estados Unidos terá de resolver o problema do conflito no Iraque, entre outros.

No caso do Brasil, quem quiser substituir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisará, por exemplo, tomar decisões em relação ao Mercosul.

Em uma das propostas para o "líder brasileiro" no jogo, um ministro propõe aumentar o imposto sobre bebidas alcoólicas para diminuir os acidentes nas estradas do país.

O jogo também faz uma projeção, em função dos fatos atuais, da situação dos países nos próximos 20 ou 30 anos.

As responsabilidades diplomáticas do "presidente" também têm peso importante na partida. Assim, apoiar um regime que não respeita os direitos humanos pode criar ao "chefe de Estado" problemas na ONU.

Petróleo e terrorismo

Além de lidar com um cenário definido de acordo com a atualidade, o jogador também poderá enfrentar missões em um contexto fictício, mas baseado em elementos da realidade atual.

Ele terá de reagir, por exemplo, em relação a uma onda de atentados terroristas nas capitais européias, que ocorreria em 2010, ou ter de lidar com o preço do barril de petróleo a US$ 200.

Inicialmente Missão Presidente será lançado apenas nos países francófonos, mas já há projetos para versões em inglês e outras línguas, já que o jogo tem vocação internacional, informou à BBC Brasil a assessoria da Mindscape, distribuidora do produto.

Na França, a embalagem do jogo mostra a silhueta de dois personagens que se assemelham bastante aos dois principais candidatos às eleições presidenciais em abril, o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, e a socialista Ségolène Royal.

Missão Presidente foi desenvolvido pela companhia francesa Eversim, especializada na criação de jogos de estratégia e simulação para PCs e consoles de videogames.

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