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Bové irá disputar Presidência da França | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder antiglobalização José Bové obteve o direito de disputar o primeiro turno das eleições presidenciais na França, marcado para o dia 22 de abril. Bové foi incluído na relação oficial de 12 candidatos, divulgada nesta segunda-feira pelo Conselho Constitucional francês, que verificou se cada um dos pré-candidatos tinha um abaixo-assinado mostrando o apoio de pelo menos 500 políticos eleitos. O suspense em relação ao número de assinaturas em apoio ao José Bové durou até o último momento. Ele garantiu a candidatura com uma pequena margem sobre o número mínimo. A campanha eleitoral oficial na TV e no rádio começa no dia nove de abril. Mesmo tempo De acordo com a legislação francesa, todos os candidatos devem ter exatamente o mesmo tempo de exposição nos meios eletrônicos – TV, rádio e internet. Leva-se em conta nessa contagem do tempo não apenas as campanhas publicitárias dos candidatos, mas também as participações deles em programas de entrevistas. Essa norma vai passar a vigorar já a partir desta terça-feira, dia 20 de março. Dessa forma, o desconhecido Frédéric Nihous, do partido Caça, Pesca, Natureza e Tradições (CPNT), terá o mesmo tempo de discurso na TV e no rádio do que o líder nas pesquisas, o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy. Analistas estimam que o início da campanha oficial, com esse equilíbrio entre os menos conhecidos e os favoritos, poderá ter impacto nas intenções de votos. A menos de cinco semanas do primeiro turno, 42% dos franceses, de acordo com sondagens, ainda não sabem em quem vão votar. Menos candidatos Nas eleições presidenciais de 2002, 16 candidatos disputaram o primeiro turno, quatro a mais do que neste ano. Como em 2002, a esquerda participa da disputa fragmentada. Mais da metade dos candidatos (sete) são de partidos de esquerda, sendo cinco deles de extrema esquerda. Além de José Bové, participam da disputa representando a extrema esquerda Marie-George Buffet, do Partido Comunista; Gérard Schivardi, do Partido dos Trabalhadores; Olivier Besancenot, da Liga Comunista Revolucionária; e Arlette Laguiller, da Luta Operária. Cada um desses candidatos tem apenas entre 1% e 2,5% nas pesquisas de opinião. Muitos analistas acreditam que a dispersão da esquerda em inúmeros candidatos causou a derrota do socialista Lionel Jospin no primeiro turno em 2002. Jospin acabou perdendo a vaga no segundo turno para o líder da extrema direita, Jean-Marie Le Pen. De acordo com a pesquisa RMC/BFM TV/20 Minutes, divulgadas nesta segunda-feira, Nicolas Sarkozy mantém a liderança nas intenções de voto, com 29%. A socialista Ségolène Royal aparece a seguir, com 26%, e o centrista François Bayrou está em terceiro, com 22%. Mas em outras pesquisas recentes a vantagem de Ségolène sobre Bayrou foi de apenas um ou dois pontos percentuais, incluindo uma sondagem divulgada pelo jornal Le Figaro no domingo. |
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