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Britânicos encontram radiação em 12 locais | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma investigação sobre a morte do ex-espião russo Alexander Litvinenko em Londres encontrou sinais da presença da substância radioativa polônio-210 em cerca de 12 locais, de acordo com o ministro do Interior britânico, John Reid. Reid afirmou que os níveis de radiação estão sendo monitorados em 24 locais. O polônio-210 é a mesma substância encontrada no corpo de Litvinenko. "Até o momento, cerca de 24 locais foram ou estão sendo monitorados, e peritos confirmaram traços de contaminação em aproximadamente 12 desses lugares", disse o ministro. Litvinenko, ex-agente da KGB e feroz crítico do presidente russo Vladimir Putin, morreu na semana passada de envenenamento por radiação. Os traços de polônio-210 descobertos no corpo do ex-espião também foram encontrados em um restaurante e um hotel de Londres por onde Litvinenko passou no dia 1º de novembro. Aviões Sinais de radioatividade também foram encontrados em dois aviões, e a confirmação em um terceiro ainda depende do resultado de testes. De acordo com Reid, quatro aviões também estão sendo investigados no total: três da companhia British Airways e um Boeing 737 utilizado pela empresa russa Transaero, que pousou recentemente em Londres. O ministro britânico informou ainda que uma outra aeronave russa também pode ser alvo das investigações. A Rússia anunciou ter reforçado as medidas de segurança nos aeroportos para vôos internacionais, incluindo a verificação dos níveis de radiação. Precaução Em Londres, a companhia British Airwais começou a entrar em contato com 33 mil passageiros de 221 vôos que podem ter sido afetados. De acordo com a empresa britânica, os passageiros estão sendo orientados a procurar os serviços de saúde locais ou seus médicos particulares. Apesar da mobilização das autoridades, o ministro do Interior britânico afirma que o risco para a população é baixo. Centenas de pessoas que estiveram nesses locais procuraram orientação das autoridades para saber se foram expostas à radiação. Segundo John Reid, até agora, 69 pessoas foram orientadas a procurar a Agência de Proteção à Saúde do governo britânico como precaução. Desse total, 18 foram encaminhadas para uma clínica especializada, mas exames de urina em 29 pessoas não encontraram nenhuma evidência de contaminação. |
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