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Atualizado às: 26 de novembro, 2006 - 21h47 GMT (19h47 Brasília)
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Polícia britânica trata morte de espião como 'suspeita'
Alexander Litvinenko, antes e depois do envenenamento
Litvinenko inestigava a morte da jornalista Anna Politkovskaya
As autoridades britânicas que investigam a morte do ex-espião russo em Londres disseram que a morte dele está sendo tratada como “suspeita” e não “sem explicação”, como vinha sendo classificada.

“A esta altura, eu fui informado de que a morte está sendo tratada como suspeita, o que não era o caso ontem [sábado]”, afirmou o ministro do interior britânico, John Reid.

Oficiais da polícia britânica devem embarcar para Moscou enquanto o embaixador russo em Londres foi convidado a dar toda e qualquer informação que possa levar à explicação da morte de Alexander Litvinenko.

Reid disse que o governo está fazendo todo o possível para manter a população informada sobre os riscos de contaminação pela radiação.

Radiação

A morte de Litvinenko tem sido ligada a uma "alta dose" de polônio-210, uma substância altamente tóxica que viaja pelo corpo rapidamente caso ingerida ou inalada. A substância foi encontrada na urina dele.

Radiação também foi encontrada em vários lugares por onde Litvinenko passou antes de ficar doente: na casa dele, em um restaurante japonês no centro de Londres e em um hotel.

O ex-espião russo, de 43 anos, morreu na noite de quinta-feira no University College Hospital, em Londres, onde estava internado havia três semanas por causa de um suposto envenenamento.

Litvinenko vinha investigando o assassinato da jornalista russa Anna Politkovskaya quando ele adoeceu.

Acusação

Na Inglaterra, o ministro para a Irlanda do Norte, Peter Hain, disse que “assassinatos obscuros” colocaram os avanços conseguidos pelo presidente russo, Alexander Putin.

Hain disse que Putin deve prestar atenção para o fato de que “têm havido ataques sérios às liberdades individuais na Rússia”, e afirmou que é importante que o governo retome o caminho democrático.

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