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Fonte diz que tentou avisar ex-espião russo sobre ameaças | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma fonte do ex-espião russo Alexander Litvinenko disse em Roma que tentou alertar o russo sobre ameaças contra sua vida. O russo está internado em estado grave em um hospital em Londres por envenenamento. O italiano Mario Scaramella, especialista em espionagem, disse nesta terça-feira, em uma coletiva de imprensa na capital italiana, que se encontrou com Litvinenko pessoalmente em um sushi bar em Londres no dia 1º de novembro para conversar sobre um e-mail que continha ameaças contra os dois. Litvinenko ainda não havia lido a mensagem. Quando Scaramella o contatou novamente, ainda no mesmo dia, o russo já estava passando mal. Segundo o correspondente da BBC em Roma, Christian Fraser, Scaramella e Litvinenko trabalharam juntos em uma investigação do Parlamento italiano sobre atividades da KGB, o antigo serviço secreto soviético. Agora, Scaramella trabalha para Organização Marítima Internacional, das Nações Unidas. Tálio O hospital que está tratando o ex-espião em Londres anunciou que é pouco provável que Litvinenko tenha sido envenenado por tálio, como se acreditava até então. Anteriormente, o médico que cuida do caso tinha dito que ele suspeitava que Litvinenko tinha sofrido envenenamento radioativo e químico causado pelo tálio. Em Roma, Scaramella disse que a inteligência russa é conhecida por usar substâncias radioativas para rastrear dinheiro fraudado pela máfia do país. Segundo o último boletim médico emitido pelo University College Hospital, Litvinenko permanece em estado grave e internado na unidade de terapia intensiva. Amigos de Litvinenko acreditam que ele foi envenenado devido às críticas que fazia ao governo russo. O governo da Rússia afirmou na segunda-feira que é “pura bobagem” a acusação de que o Kremlin estaria por trás do envenenamento. “Nós não podemos comentar o que aconteceu exatamente com Litvinenko”, disse o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov. “Nós não consideramos possível comentar as declarações acusando o Kremlin porque elas não são nada além de pura bobagem.” Litvinenko estava investigando a morte da jornalista russa Anna Politkovskaya, que criticava o governo Putin e a política da Rússia para a Chechênia. Ela foi morta a tiros no prédio onde morava em Moscou, em outubro. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Ex-espião pode ter sido envenenado com elemento radioativo21 de novembro, 2006 | Notícias Governo russo nega ter envenenado ex-espião20 de novembro, 2006 | Notícias Piora estado de saúde de ex-agente russo envenenado20 de novembro, 2006 | Notícias Polícia investiga 'envenenamento' de ex-agente russo19 de novembro, 2006 | Notícias Kremlin minimiza 'piada' de Putin sobre estupro20 de outubro, 2006 | Notícias Jornal russo publica último artigo de jornalista assassinada12 de outubro, 2006 | Notícias Funeral de jornalista atrai centenas na Rússia10 de outubro, 2006 | Notícias Jornalista pró-Chechênia aparece morta em Moscou07 de outubro, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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