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Atualizado às: 23 de novembro, 2006 - 10h39 GMT (08h39 Brasília)
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Raio-X em ex-espião russo 'mostra objetos desconhecidos'
Alexander Litvinenko
Há confusão a respeito do que envenenou o ex-espião russo
Exames de raio-X no ex-espião russo Alexander Litvinenko, que está internado em estado grave em um hospital em Londres, mostraram objetos incomuns que ele, aparentemente, teria engolido.

Uma fonte no University College Hospital disse à BBC que foram encontrados três objetos de matéria densa nos intestinos de Litvinenko.

O hospital divulgou que o estado de saúde do ex-espião piorou durante a noite e, no momento, ele está num estado "muito grave" na unidade de terapia intensiva.

A polícia especializada no combate ao terrorismo afirmou anteriormente que o ex-espião tinha sido "deliberadamente" envenenado.

Litvinenko ficou doente no dia 1º de novembro, depois de um encontro em um restaurante japonês de Londres.

Amigos dele afirmaram que ele foi envenenado devido às críticas que fazia ao governo russo.

O governo da Rússia afirmou na segunda-feira que é "pura bobagem" a acusação de que o Kremlin estaria por trás do envenenamento.

Objeto esférico

Ainda não se sabe se os objetos são a causa da doença e o hospital se recusou a comentar a respeito.

O exame de raio-X pedido na tarde de terça-feira revelou um objeto esférico - possivelmente um pacote - que tem o tamanho aproximado de uma moeda grande, no lado esquerdo do abdômen, e objetos de tamanho semelhante no cólon e no intestino delgado. Um dos objetos pode ter se rompido.

A posição destes objetos indica que eles foram ingeridos mas ainda não se sabe o que são os objetos, como ou quando eles entraram no corpo do ex-espião, ou se estão ligados à sua doença.

Em uma declaração o hospital afirmou que suas investigações continuam e que não vai fazer mais comentários até obter mais informações.

A Polícia Metropolitana de Londres afirmou que não tinha conhecimento da existência destes objetos e os resultados da toxicologia ainda estão pendentes.

O amigo do ex-espião, Alex Goldfarb, afirmou que tinha conversado com a esposa de Litvinenko, Marina, mas ela não sabia nada a respeito dos objetos.

Goldfarb acrescentou que Litvinenko está acoplado a um sistema cardíaco artificial depois de uma "catastrófica" queda na pressão arterial.

Críticas

Litvinenko fugiu para a Grã-Bretanha em 2000, alegando perseguição na Rússia. Ele conseguiu o asilo. Acredita-se que ele tenha conseguido a cidadania britânica em 2006.

Informações iniciais davam conta que Litvinenko tinha sido envenenado com o metal altamente tóxico tálio, apesar da opinião dos médicos não ser conclusiva e a teoria de que algum material radioativo ter sido usado também foi colocada.

O Kremlin e o Serviço de Inteligência Estrangeiro da Rússia negaram qualquer participação no envenenamento de Litvinenko, que é um ex-agente de segurança do Serviço Federal de Segurança da Rússia.

Litvinenko estava investigando a morte da jornalista russa Anna Politkovskaya, que criticava o governo Putin e a política da Rússia para a Chechênia. Ela foi morta a tiros no prédio onde morava em Moscou, em outubro.

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