|
Divisão anti-terror assume caso da morte de Litvinenko | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia britânica anti-terrorismo assumiu a investigação do caso da morte do ex-agente da Inteligência russa, ocorrida em Londres na última quinta-feira. A divisão anti-terrorismo pretende entrevistar todos os amigos de Alexander Litvinenko e assistir hora de imagens gravadas por circuitos fechados de TV dos locais onde Litvinenko teria passado para tentar levantar novas pistas sobre o caso. Pessoas que podem ter tido contato com o ex-espião russo Alexander Litvinenko no dia 1º de novembro, quando ele começou a passar mal, passarão por testes para detectar possíveis sinais de radiação. A morte de Litvinenko tem sido ligada a uma "alta dose" de polônio-210, uma substância altamente tóxica que viaja pelo corpo rapidamente caso ingerida ou inalada. A substância foi encontrada na urina dele. Radiação Radiação também foi encontrada em vários lugares por onde Litvinenko passou antes de ficar doente: na casa dele, em um restaurante japonês no centro de Londres e em um hotel. As autoridades britânicas estão pedindo para quem esteve no restaurante Itsu ou no bar do hotel Millennium naquele dia para que entre em contato com o serviço médico. "A expectativa é que os testes sejam negativos e nós não temos nenhuma razão para acreditar que essas pessoas estejam correndo algum risco", disse um representante da Agência Britânica de Proteção à Saúde. Clínicos gerais e hospitais receberam informações sobre os riscos e implicações de uma eventual exposição ao polônio-210. Os policiais também examinam imagens gravadas por câmeras de circuito fechado de TV e conversam com testemunhas para descobrir quem esteve com Litvinenko no dia em que ele começou a se sentir mal. A polícia também pediu a ajuda do governo russo, apesar de a Rússia negar qualquer envolvimento na morte do ex-espião.
O ex-espião russo, de 43 anos, morreu na noite de quinta-feira no University College Hospital, em Londres, onde estava internado havia três semanas por causa de um suposto envenenamento. Jornalistas O representante da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) responsável por supervisionar a liberdade de imprensa entre os países integrantes da organização, Miklos Haraszti, fez um apelo para que o governo russo forneça mais informação sobre as investigações de vários assassinatos de jornalistas e outros críticos ao governo russo. Haraszti disse que o governo russo tem alguma responsabilidade pela morte da jornalista Anna Politkovskaya, que criticava o governo Putin, no mês passado. Ela foi morta a tiros no prédio onde morava em Moscou. O representante da OSCE não disse que o governo russo estava envolvido na morte, mas sim que a falta de esclarecimento em relação a assassinatos anteriores criou um clima de impunidade na Rússia. O ex-espião Aleksander Litvinenko estava investigando a morte de Politkovskaya. Hospitais A professora Pat Troop, da Agência Britânica de Proteção à Saúde, disse em uma entrevista coletiva à imprensa nesta sexta-feira que o ex-espião pode ter ingerido, inalado ou recebido a dose de polônio-210 através de um ferimento.
Troop explicou que pessoas que tiveram contato com Litvinenko quando ele estava recebendo tratamento no hospital estão sendo procuradas. "Nós estamos trabalhando com os funcionários (do hospital) para fazer uma lista", disse. "A relação terá dezenas de pessoas, no mínimo. Ele ficou no hospital por várias semanas e um bom número de funcionários cuidou dele." O corpo de Litvinenko ainda não passou por uma autópsia. Acredita-se que a demora seja por causa de preocupações com a saúde dos médicos que fariam o exame. Acusação O ex-espião acusou o presidente russo, Vladimir Putin, de estar por trás de sua morte em um comunicado ditado antes de morrer. Mas as autoridades russas negam qualquer envolvimento na morte do ex-espião. Litvinenko, que era ex-agente de segurança do Serviço Federal de Segurança da Rússia, fugiu para a Grã-Bretanha em 2000, alegando perseguição na Rússia. Ele conseguiu o asilo. Acredita-se que ele tenha conseguido a cidadania britânica em 2006. A polícia está investigando dois encontros mantidos pelo ex-espião: em um hotel londrino com um ex-agente da KGB e outro homem, e em um restaurante japonês de Londres com o consultor de segurança italiano Mario Scaramella. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Raio-X em ex-espião russo 'mostra objetos desconhecidos'23 de novembro, 2006 | Notícias Fonte diz que tentou avisar ex-espião russo sobre ameaças21 de novembro, 2006 | Notícias Ex-espião pode ter sido envenenado com elemento radioativo21 de novembro, 2006 | Notícias Governo russo nega ter envenenado ex-espião20 de novembro, 2006 | Notícias Piora estado de saúde de ex-agente russo envenenado20 de novembro, 2006 | Notícias Polícia investiga 'envenenamento' de ex-agente russo19 de novembro, 2006 | Notícias Kremlin minimiza 'piada' de Putin sobre estupro20 de outubro, 2006 | Notícias Funeral de jornalista atrai centenas na Rússia10 de outubro, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||