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Atualizado às: 24 de novembro, 2006 - 17h18 GMT (15h18 Brasília)
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Material radioativo é encontrado na urina de ex-espião
Alexander Litvinenko
O ex-espião investigava a morte de uma jornalista assassinada
Autoridades britânicas que estão investigando a morte do ex-espião russo Alexander Litvinenko encontraram material radioativo em sua urina.

Radiação também foi encontrada em vários lugares por onde Litvinenko passou antes de ficar doente.

Segundo um especialista da Agência de Proteção da Saúde da Grã-Bretanha, a radiação é provavelmente ligada a uma "alta dose" de polônio-210, uma substância altamente tóxica que viaja pelo corpo rapidamente caso ingerida ou inalada.

O ex-espião russo, de 43 anos, morreu na noite desta quinta-feira no University College Hospital, em Londres, onde estava internado havia três semanas por causa de um suposto envenenamento.

Hospitais

A professora Pat Troop, da Agência de Proteção da Saúde, disse em uma coletiva que o ex-espião pode ter ingerido, inalado ou recebido a dose de polônio-210 através de um ferimento.

Troop explicou que pessoas que tiveram contato com Litvinenko quando ele estava recebendo tratamento no hospital estão sendo procuradas.

"Nós estamos trabalhando com os funcionários (do hospital) para fazer uma lista", disse. "A relação terá dezenas de pessoas, no mínimo. Ele ficou no hospital por várias semanas e um bom número de funcionários cuidou dele."

Um homem interrompeu a coletiva da médica para dizer que era ucraniano e também tinha sido vítima de envenenamento.

O corpo de Litvinenko ainda não passou por uma autópsia. Acredita-se que a demora seja por causa de preocupações com a saúde dos médicos que fariam o exame.

acusação

O ex-espião acusou o presidente russo, Vladimir Putin, de estar por trás de sua morte em um comunicado ditado antes de morrer.

Mas as autoridades russas negam qualquer envolvimento na morte do ex-espião.

Litvinenko, que era ex-agente de segurança do Serviço Federal de Segurança da Rússia, fugiu para a Grã-Bretanha em 2000, alegando perseguição na Rússia. Ele conseguiu o asilo. Acredita-se que ele tenha conseguido a cidadania britânica em 2006.

O ex-espião estava investigando a morte da jornalista russa Anna Politkovskaya, que criticava o governo Putin e a política da Rússia para a Chechênia. Ela foi morta a tiros no prédio onde morava em Moscou, em outubro.

Acredita-se que Litvinenko tenha ficado doente no dia 1º de novembro.

A polícia está investigando dois encontros mantidos pelo ex-espião: em um hotel londrino com um ex-agente da KGB e outro homem, e em um restaurante japonês de Londres com o consultor de segurança italiano Mario Scaramella.

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