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Ivan Lessa: Que é isso que você está lendo? | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Confesse: em casa, diante, ou montado, em seu computador, pelo qual você pagou uma nota, seus modos e operações são totalmente diferentes daquelas que adota no escritório, onde as buscas e impressões são grátis – ou quase grátis. A certos sites, o funcionário, por mais zeloso e eficiente que seja, não tem o direito de acesso. Terrorismo e pornografia são dois bons exemplos, embora o segundo exemplo seja o mais comum. Comum no sentido de ser o mais visado ou visitado. Tsk, tsk. Coisa feia, sô! O email também deve ser usado com a mesma moderação. Oquêi, vá lá que seja. Depois – depois, eu disse – de dar conta das coisas de trabalho, não tem nada demais você se corresponder com meia dúzia de pessoas. Trocar sites, enviar fotos gozadas (mas não aquelas que sabemos), dependendo do tamanho de sua (vossa) banda, até mesmo aqueles filmezinhos que se acham engraçados e estão cada vez mais populares. Parêntese O leitor mais observador terá notado que eu escrevi email assim como acabei de escrever de novo, ou seja, sem o hifenzinho entre o E e o M. Por quê? Idiossincrasia? Ignorância? Não. Bem mais simples a explicação. Todos nós sabemos que a Net (Net. Viram?) nasceu falando algoritmo e, em língua de pessoas humana, inglês. Daí essas reclamações que eu não canso de ver em nossas folhas contra o uso de “rebootar” (“rebutar?”), “pressar”, “site” (eu só uso “sítio”, mas é pura birra, é pessoal) e outros “c+alt+deletes”. Email, no entanto, agora não tem por onde. Minha bíblia, a inglesa, já que no Brasil rezo por Houaiss, é o Oxford Extended English Dictionary. O que eles decidirem, para mim passou a ser. Lá está na mais recente edição: email. Assim mesmo. Quando eu tenho tempo e a mão ainda não dói, dou-me ao luxo de digitar (olha…) “correio eletrônico”. Caso contrário, é email e estamos conversados. A vaca fria Mas eu falava dos “websites”, ou sítios eletrônicos, para ser coerente, que os empregadores bloqueiam ao “acesso” (mais um estrangeirismo a ser resolvido) de seus funcionários. De 50 dos URLs (mais problema, pomba!), ou endereços eletrônicos, clicados (hum…) pelo trabalhador ou trabalhadora, pelo menos um deles ou é procurando residência ou outro emprego. Os britânicos, na hora do trabalho, são seis vezes mais capazes de visitar sítios, em busca de casa ou apartamento, do que seus equivalentes americanos. Estes, por sua vez, usam do computador na mesmo proporção de seus equivalentes britânicos, ou seja, de seis para um, à cata de um emprego novo, e melhor, supõe-se. E ainda… Aí vai uma pequena lista de endereços eletrônicos bloqueados na marra pelos empregadores. No trono, papo jogado fora (os chatíssimos “chats”) e as mensagens instantâneas, com 20,15 %. Em segundo lugar, publicidade e promoções, 17,9 %. E música e notícias e revistas e jogos de azar e relacionamentos pessoais e, antes que nos esqueçamos (e nunca nos esquecemos), a tal da pornografia. Gozado, não há percentagem para terrorismo. Um bom ou um péssimo sinal. |
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