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Atualizado às: 14 de julho, 2006 - 07h15 GMT (04h15 Brasília)
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PT lança campanha de Lula no berço do sindicalismo

Presidente Lula
O presidente Lula pediu menos "leviandade" nas acusações.
De volta a São Bernardo do Campo, berço da luta sindical brasileira, o Partido dos Trabalhadores lançou, nesta quinta-feira, pela quinta vez consecutiva em 17 anos a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República.

Se a fisionomia do partido mudou desde a sua fundação, há mais de duas décadas, o jantar de lançamento em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, mostrou que os quatro anos de governo Lula também deixaram marcas no PT.

O ato no restaurante São Judas Tadeu – freqüentado por Lula ainda na época em que era líder sindical no ABC paulista – reuniu cerca de 3 mil simpatizantes, entre políticos e empresários.

Em 2002, a campanha de Lula foi lançada em um ato público na mesma cidade, sob o comando de Antonio Palocci, Delúbio Soares, José Dirceu e Duda Mendonça. Quatro anos depois, nenhum desses personagens compareceu ao jantar.

O Lula apresentado ao eleitor nesta quinta-feira veio acompanhado de Ricardo Berzoini, José de Filippi Júnior, Marco Aurélio Garcia e João Santana, os novos coordenadores da campanha à Presidência.

PT e PCC

O primeiro ato político do PT na campanha eleitoral de 2006 começou com um minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos ataques do crime organizado em São Paulo. Em seguida, Lula rebateu as insinuações do candidato ao governo de São Paulo, José Serra (PSDB), e do senador Jorge Bornhausen (PFL-SC) de que haveria ligações entre o PT e a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

“É, no mínimo, uma questão de insanidade tentar vincular o PT ao crime organizado”, disse o presidente. “Por favor, leviandade tem limite e o jogo político não pode ser tão rasteiro.”

O presidente do partido, Ricardo Berzoini, disse, sem citar nomes, que os responsáveis pelas declarações terão de se explicar na Justiça.

Lula disse que os ataques em São Paulo não devem ser usados “como objeto de disputa eleitoral ou guerra política.” Ele também elogiou a atuação do governador Claudio Lembo (PFL).

“Nós temos uma relação excepcional com o governador Claudio Lembo, que tem sido um parceiro muito leal e o que podemos fazer é oferecer ajuda. Por enquanto, o nosso governador disse que não precisa.”

Tom da campanha

Lula seguiu a orientação que passara a seus ministros, nesta semana, de evitar, nas campanhas eleitorais, comparações diretas do governo do PT com os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002).

“É importante a gente fazer uma avaliação não do governo passado”, disse Lula. “Vamos pegar o nível de emprego de 1980 até agora, e vamos fazer uma comparação do que está acontecendo nestes 42 meses e do que vai acontecer até o fim do ano. Aí sim, nós vamos ter motivos para nos orgulhar de governar esse país.”

“Melhorar a vida do povo brasileiro não estava nas prioridades de quem governou antes de nós”, afirmou.

Lula deu ênfase às questões sociais do governo. “Para nós, política econômica e política social são faces da mesma moeda. O crescimento só interessa quando o superávit econômico se transforma em superávit social. Por esse caminho, retiramos milhões de pessoas da linha da pobreza, interrompemos a queda no rendimento dos trabalhadores e aumentamos o salário mínimo real.”

R$ 200 por convite

Os cerca de 3 mil simpatizantes que compareceram ao jantar em São Bernardo do Campo desembolsaram R$ 200 por convite. O lançamento da candidatura de Lula foi também o primeiro ato de arrecadação do partido.

A coligação “A Força do Povo” é formada por PT, PC do B e PRB e tem José Alencar como vice na chapa.

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