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Atualizado às: 13 de julho, 2006 - 18h20 GMT (15h20 Brasília)
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Funcionários dos Correios recebem mal nova diretoria

Presidente Lula
Crise nos Correios gerou escândalo que atingiu governo Lula
Representantes dos funcionários dos Correios dizem estar “com um pé atrás” em relação à nova diretoria da empresa, que tomou posse na quarta-feira.

O novo presidente da empresa, Carlos Henrique Custódio, foi indicado para o cargo pelo PMDB.

Diretores da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos (Fentect) dizem que preferiam que a empresa fosse administrada por alguém ligado ao Partido dos Trabalhadores, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A base está com um pé atrás. Vamos esperar pra ver. Mas já sabemos que muito bom não vai ser”, afirmou o secretário de Anistia do Fentect, João Batista Manentti.

“Infelizmente, não só o Correios, mas outras empresas estatais estão servindo mais uma vez de moeda de troca para a dita governabilidade”, reclama o secretário-geral da Federação, Ivan Carlos Pinheiro.

A indicação foi decidida como parte de uma negociação política do governo para obter apoio político do PMDB.

A mudança ocorre um ano depois do escândalo do mensalão, que começou com a divulgação de um vídeo que revelava a participação de um diretor da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT) num esquema de corrupção.

Relação ruim

Na avaliação dos dirigentes, a relação com a empresa nunca foi tão ruim, do ponto de vista dos funcionários, como no último ano. Nesse período, a empresa foi dirigida pelo funcionário de carreira Janio Cezar Pohren, o que foi apresentado pelo governo como a “despolitização” da estatal.

“Com o pretexto de que havia uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), tudo ficou muito mais burocrático”, disse Manentti.

Com a eleição do presidente Lula, a expectativa do sindicato era de que os funcionários pudessem ter uma participação direta na administração das estatais, o que não aconteceu.

A EBCT é uma das e estatais mais disputadas pelos políticos por causa da abrangência. A empresa tem 110 mil funcionários, está presente em todo o território brasileiro e tem um faturamento de R$ 9 bilhões.

O novo presidente, Carlos Henrique Custódio, era diretor de Crédito da Caixa Econômica Federal (CEF).

Outros três diretores foram indicados na semana passada: Samir Hatem, também ligado ao PMDB, Carlos Roberto Samartine Dias e Menassés Leon Nahmias, ambos funcionários de carreira da estatal.

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