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Atualizado às: 11 de julho, 2006 - 20h12 GMT (17h12 Brasília)
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Para Alckmin, Lula tem 'obsessão' com Conselho da ONU

Geraldo Alckmin (foto extraída do site do PSDB)
Para Alckmin, acordos com Alca e União Européia não progrediram
O candidato à presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, criticou nesta terça-feira, em Bruxelas, a política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e prometeu atuar de forma “mais agressiva” nessa área se for eleito.

“A Alca não andou, o acordo com a União Européia também não, acordos bilaterais também não andaram. Eles ficaram mais limitados”, afirmou após uma reunião com o presidente da Comissão Européia, o português José Manuel Durão Barroso.

“Vejo que houve um obsessão pela questão da cadeira no Conselho de Segurança da ONU e não houve, na prática, a concretização de nenhum acordo comercial.”

A reivindicação de uma cadeira permanente no Conselho de Segurança também fazia parte da política externa do governo do antecessor de Lula, Fernando Henrique Cardoso, do partido de Alckmin.

A visita a Bruxelas faz parte de uma estratégia de campanha que, segundo o candidato tucano, “dará prioridade a uma maior inserção internacional do Brasil e a encontrar novos mercados” para o país.

“O comércio exterior hoje é uma prioridade absoluta em termos de desenvolvimento, já que cada 1 bilhão de dólares que você exporta são 60 mil empregos criados dentro do país”, garantiu.

“Não podemos diminuir o mundo para as empresas brasileiras. Além da política externa ‘sussu’, vamos fazer uma política externa muito ousada no sentido de buscar novos mercados”.

Acordos bilaterais

A idéia de Alckmin é ampliar o acesso brasileiro aos mercados da União Européia e principalmente dos Estados Unidos, encarado como um promissor importador de produtos manufaturados.

“Temos que deixar de ser exportadores apenas de produtos primários. Nesse caso, o mercado dos Estados Unidos é fundamental, porque a maior parte as nossas exportações para lá é de produto acabado, equanto que a União Européia compra produtos agrícolas”, afirmou.

Para o tucano, o governo deveria impulsar os acordos bilaterais como forma de “garantir mercado” para os produtos brasileiros. “Se você não faz, outros estão fazendo. E aí você perde duplamente”.

Insistindo que defende uma “maior expansão do livre comércio”, Alckmin avaliou como positiva a adesão da Venezuela ao Mercosul, mas com uma ressalva: “Essa associação não deve significar dificuldades políticas para o Mercosul fazer outros acordos, seja com os Estados Unidos, seja com União Européia”.

Política econômica

O candidato também criticou a atual política econômica brasileira que, segundo ele, não é “compatível com o mundo globalizado” e faz o país “crescer em um ritmo muito pequeno” e “perder todas as oportunidades”.

“Para poder competir, é importante que o Brasil tenha juros mais compatíveis com os internacionais, câmbio mais competitivo e carga tributária que não seja tão acima do razoável.”

Alckmin disse “lamentar profundamente” o veto de Lula ao aumento de 16,7% para a aposentadoria e disse que, em seu lugar, teria criado condições para melhorar a situação dos aposentados, mas não explicou de que forma.

Também voltou a criticar a aliança do PT com o PMDB e, citando Jarbas Vasconcellos, Joaquim Roriz e Luiz Henrique da Silveira, afirmou que as maiores lideranças do partido apoiarão o PSDB durante a campanha presidencial.

Pesquisas

O tucano disse receber “com humildade e confiança” o resultado da primeira pesquisa eleitoral da CNT feita com a lista oficial de candidatos, que lhe atribuiu um crescimento de 4,5 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, divulgada em maio.

“Sem dúvida é um crescimento importante, e isso sem fazer publicidade, sem gastar dinheiro e sem ter máquina governamental. Acredito que agora que a campanha vai começar essa posição pode avançar ainda mais.”

A reunião com Barroso encerrou a viagem de dois dias ao exterior de Alckmin, que foi acompanhado pelo senador Tasso Jereissati, presidente nacional do PSDB, e pelo deputado Roberto Freire, presidente nacional do PPS.

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