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Para Alckmin, Lula tem 'obsessão' com Conselho da ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O candidato à presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, criticou nesta terça-feira, em Bruxelas, a política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e prometeu atuar de forma “mais agressiva” nessa área se for eleito. “A Alca não andou, o acordo com a União Européia também não, acordos bilaterais também não andaram. Eles ficaram mais limitados”, afirmou após uma reunião com o presidente da Comissão Européia, o português José Manuel Durão Barroso. “Vejo que houve um obsessão pela questão da cadeira no Conselho de Segurança da ONU e não houve, na prática, a concretização de nenhum acordo comercial.” A reivindicação de uma cadeira permanente no Conselho de Segurança também fazia parte da política externa do governo do antecessor de Lula, Fernando Henrique Cardoso, do partido de Alckmin. A visita a Bruxelas faz parte de uma estratégia de campanha que, segundo o candidato tucano, “dará prioridade a uma maior inserção internacional do Brasil e a encontrar novos mercados” para o país. “O comércio exterior hoje é uma prioridade absoluta em termos de desenvolvimento, já que cada 1 bilhão de dólares que você exporta são 60 mil empregos criados dentro do país”, garantiu. “Não podemos diminuir o mundo para as empresas brasileiras. Além da política externa ‘sussu’, vamos fazer uma política externa muito ousada no sentido de buscar novos mercados”. Acordos bilaterais A idéia de Alckmin é ampliar o acesso brasileiro aos mercados da União Européia e principalmente dos Estados Unidos, encarado como um promissor importador de produtos manufaturados. “Temos que deixar de ser exportadores apenas de produtos primários. Nesse caso, o mercado dos Estados Unidos é fundamental, porque a maior parte as nossas exportações para lá é de produto acabado, equanto que a União Européia compra produtos agrícolas”, afirmou. Para o tucano, o governo deveria impulsar os acordos bilaterais como forma de “garantir mercado” para os produtos brasileiros. “Se você não faz, outros estão fazendo. E aí você perde duplamente”. Insistindo que defende uma “maior expansão do livre comércio”, Alckmin avaliou como positiva a adesão da Venezuela ao Mercosul, mas com uma ressalva: “Essa associação não deve significar dificuldades políticas para o Mercosul fazer outros acordos, seja com os Estados Unidos, seja com União Européia”. Política econômica O candidato também criticou a atual política econômica brasileira que, segundo ele, não é “compatível com o mundo globalizado” e faz o país “crescer em um ritmo muito pequeno” e “perder todas as oportunidades”. “Para poder competir, é importante que o Brasil tenha juros mais compatíveis com os internacionais, câmbio mais competitivo e carga tributária que não seja tão acima do razoável.” Alckmin disse “lamentar profundamente” o veto de Lula ao aumento de 16,7% para a aposentadoria e disse que, em seu lugar, teria criado condições para melhorar a situação dos aposentados, mas não explicou de que forma. Também voltou a criticar a aliança do PT com o PMDB e, citando Jarbas Vasconcellos, Joaquim Roriz e Luiz Henrique da Silveira, afirmou que as maiores lideranças do partido apoiarão o PSDB durante a campanha presidencial. Pesquisas O tucano disse receber “com humildade e confiança” o resultado da primeira pesquisa eleitoral da CNT feita com a lista oficial de candidatos, que lhe atribuiu um crescimento de 4,5 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, divulgada em maio. “Sem dúvida é um crescimento importante, e isso sem fazer publicidade, sem gastar dinheiro e sem ter máquina governamental. Acredito que agora que a campanha vai começar essa posição pode avançar ainda mais.” A reunião com Barroso encerrou a viagem de dois dias ao exterior de Alckmin, que foi acompanhado pelo senador Tasso Jereissati, presidente nacional do PSDB, e pelo deputado Roberto Freire, presidente nacional do PPS. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Alckmin sobe nas pequisas, mas Lula dita debate político30 junho, 2006 | BBC Report Lula pode gastar até R$ 89 mi; PSDB, R$ 85 mi05 julho, 2006 | BBC Report Gasto eleitoral pode superar Grã-Bretanha e Alemanha05 julho, 2006 | BBC Report Em Lisboa, Alckmin promete redução de impostos10 julho, 2006 | BBC Report Lula inicia campanha forçando comparação com FHC25 junho, 2006 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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