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Para Amorim, não há 'elementos para acordo' na OMC | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
No primeiro dia do encontro da Organização Mundial do Comércio (OMC) para discutir a liberalização do comércio mundial, o chanceler brasileiro, Celso Amorim, disse que não existem “elementos para um acordo” que contemple os objetivos da chamada Rodada Doha. “Tenho a impressão de que as lacunas se alargaram, ou pelo menos se tornaram mais rígidas”, declarou em coletiva de imprensa em Genebra. O pessimismo expressado pelo chanceler brasileiro pode jogar um balde de água fria no ânimo dos negociadores que, cada vez mais, crêem distante um acordo entre o “triângulo” – expressão criada pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy – entre União Européia, Estados Unidos e países emergentes. Para que as negociações avancem, cada lado do “triângulo” deve concordar em fazer concessões: os europeus, reduzindo suas tarifas de importação no setor agrícola, os americanos, cortando o volume de seus subsídios ao produtor, e os emergentes, permitindo mais acesso externo aos seus mercados de produtos industrializados e de serviços. Argumentando que os países emergentes já fizeram concessões aos seus mercados no passado, Amorim propôs inverter o “peso da liderança” nas negociações de agora, focadas no protecionismo agrícola. “O verdadeiro ânimo e a verdadeira liderança devem vir da parte mais rica do mundo”, declarou. Prorrogação Depois do fracasso da reunião da OMC em Hong Kong, em 2005, os negociadores estabeleceram o fim de 2006 como a data limite para alcançar um acordo geral sobre os objetivos da Rodada de Doha, lançada no fim de 2001 na capital do Catar e que deveria ter sido concluída há um ano e meio, no fim de 2004. Nesse contexto, a reunião da OMC que acontece nesta semana aparecia como uma espécie de “hora da verdade”, ainda nas palavras de Pascal Lamy. Mas a delegação brasileira já admite a possibilidade de uma nova prorrogação do prazo. O assunto pode ser discutido na reunião do G-8 (o grupo dos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia), que ocorrerá em julho, na cidade de São Petersburgo. A Índia e o Brasil – que lideram as negociações na OMC pelo lado dos emergentes – participarão como convidados. |
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