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Países fazem última tentativa de acordo na OMC | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um acordo entre o principal “triângulo” que negocia os objetivos da Rodada Doha ainda parece distante nesta quinta-feira, primeiro dia da reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra. Na “hora da verdade”, expressão usada pelo diretor-geral da organização, Pascal Lamy, para descrever o encontro, Estados Unidos, União Européia e o grupo dos países emergentes voltaram a cobrar avanços um do outro antes de concordar com a abertura de seus próprios mercados. Em nota oficial, o G-20, grupo de países emergentes liderados pelo Brasil e pela China, declarou nesta quinta-feira que o acordo “ainda não está à vista, em razão da resistência dos países desenvolvidos em reformar suas políticas agrícolas e abrir seus mercados às exportações dos países em desenvolvimento”. Para que as negociações avancem, cada lado do “triângulo” deve concordar em fazer concessões: os europeus, reduzindo suas tarifas de importação no setor agrícola, os americanos cortando o volume de seus subsídios ao produtor, e os emergentes permitindo mais acesso externo aos seus mercados de produtos industrializados e de serviços. Fogo cruzado Mas o esquema do triângulo, delineado por Pascal Lamy, é mais complexo, pois nenhum lado age em total homogeneidade. Nesta quinta-feira, o comissário europeu para o Comércio, Peter Mandelson, disse que o grupo dos 25 poderia caminhar na direção da proposta do G-20, de cortar em média 54% das tarifas agrícolas nos países industrializados. Mas França, Áustria e Suíça rejeitaram esta possibilidade. Falando após uma reunião do G-10, o grupo dos países importadores de alimentos, o ministro japonês da Agricultura, Shoichi Nakagawa, declarou que a proposta do G-20 estava “fora de questão”. O corte de 39% atualmente aceito pelos europeus e o G-10 foi considerado tímido pelo chanceler britânico Gordon Brown, que conclamou os Estados Unidos e o bloco dos 25 a liderarem o processo de abertura comercial. “São esses dois que, ao fazer uma sinalização, podem persuadir o Brasil e a Índia - que também devem mudar - a sentar à mesa de negociações”, declarou, acrescentando que está “irritado” com o impasse na OMC. Os Estados Unidos, por sua vez, defendem um corte mais ambicioso de tarifas agrícolas – de até 75% - mas exigem mais acesso aos mercados agrícolas mundiais. Europeus e indianos estão relutantes e argumentam que só é possível avançar na proposta se os americanos concordarem em reduzir seus subsídios agrícolas, hoje em cerca de US$ 20 bilhões. O lado menos “polêmico” do triângulo é o da abertura de mercados de produtos industriais nos países emergentes. No passado, o chanceler brasileiro Celso Amorim declarou e reiterou que a OMC já tomou diversas medidas para liberalizar este mercado. Por isso, a “hora da verdade”, para os negociadores brasileiros presentes na OMC, é o momento de discutir o protecionismo agrícola. |
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