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Chefe da OMC diz que prazo para acordo será perdido | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O chefe da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, disse nesta segunda-feira que não será possível chegar a um acordo para a liberalização do comércio mundial dentro do prazo previsto. A OMC tinha esperança de chegar a um acordo sobre propostas para cortar tarifas agrícolas e industriais até o fim deste mês. Lamy informou que uma reunião ministerial agendada para o final desta semana foi cancelada, já que as diferenças entre os principais negociadores continuam grandes. "Não é uma boa notícia, mas nós temos que enfrentar a realidade", afirmou Lamy. "Nós perdemos um prazo, mas não há paralisia. As negociações caminharam bem recentemente", afirmou. Lamy fez um apelo para que os membros da OMC continuem trabalhando para que o prazo para concluir a rodada de Doha - até o fim deste ano - seja cumprido. "É muito importante que a gente consiga realizar isso de maneira intensiva, contínua e efetiva para nós podermos recuperar o tempo perdido e alcançarmos o nosso objetivo maior de concluir a rodada neste ano", afirmou. Programa apertado A rodada de Doha - iniciada no Catar em 2001 - tem o objetivo de estabelecer um cronograma para a liberalização do comércio mundial até, no máximo, o início de 2007. É importante que um acordo seja alcançado logo, já que o governo americano recebeu autorização para negociar no chamado 'fast track' até julho de 2007. Pelo 'fast track', o Congresso deve votar a favor ou contra qualquer acordo como um todo. Do contrário, a oposição poderia acrescentar várias emendas e forçar o governo a renegociar tudo. Mas as negociações têm sido prejudicadas pelas diferenças entre os países emergentes, os Estados Unidos e a União Européia. Os Estados Unidos e a União Européia, for exemplo, discordam em relação à redução de tarifas sobre produtos agrícolas importados e aos subsídios dados a seus produtores - uma reivindicação importante para os países mais pobres. Os europeus, por outro lado, querem reduções substanciais em tarifas sobre os produtos manufaturados e que seja dada mais prioridade à abertura a serviços como tecnologia, finanças e transporte. |
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