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G8 é ultima chance de impulsionar Doha, diz Lula | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira em encontro com o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, que a reunião do G-8 (grupo dos sete países mais industrializados mais a Rússia) pode ser a última chance de salvar a rodada de liberalização de comércio na OMC. Depois do encontro, em Brasília, Lula contou ter dito ao "amigo" Durão Barroso que o evento na Rússia era "possivelmente a última oportunidade" de chegar a um acordo sobre as linhas gerais de "um pacote ambicioso e equilibrado". O presidente tem defendido em suas viagens internacionais a idéia de realizar uma reunião entre chefes de Estado para dar novo impulso político às arrastadas negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio. Há duas semanas, na 4ª Cúpula UE-América Latina teria se consolidado a proposta de discutir o assunto às margens da reunião do G-8, para a qual o Brasil e outros quatro países em desenvolvimento estão convidados. A conversa sobre Doha foi incluída na agenda de Barroso no Brasil pedido de Lula. União Européia e Mercosul O comissário europeu, por sua vez, disse na entrevista coletiva após o encontro que concordava com Lula na avaliação de que os países ricos têm de ceder mais do que os pobres para que as negociações tenham êxito. Mas o ex-premiê português acrescentou em seguida que "todos devem fazer um esforço para chegar a um acordo" e disse que são necessárias não só concessões na agricultura, como também em outros setores, citando especificamente o de serviços - área na qual os europeus pedem concessões do Brasil e outras economias em desenvolvimento. Os dois líderes também teriam discutido as negociações para a criação de uma área de livre comércio entre União Européia e Mercosul. Lula disse na entrevista coletiva que acredita que "com pragmatismo e realismo" União Européia e Mercosul podem chegar a um acordo comercial até o final deste ano. Segundo o presidente, esse acordo tem significado "econômico e estratégico" para os dois blocos. A integração da América do Sul também foi discutida no encontro. "Eu disse ao meu amigo Durão Barroso que, apesar das vicissitudes e assimetrias, e a despeito do ceticismo de alguns, estamos construindo um espaço econômico integrado, que oferece um horizonte ampliado para o comércio e a cooperação", disse Lula. Segundo o presidente, o processo de integração eruropéia é "fonte de inspiração" para a América do Sul. Antes de embarcar para o Brasil, Durão Barroso havia criticado o "populismo" na América Latina, embora tenha elogiado o Brasil, e defendido a maior integração do subcontinente. |
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