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Atualizado às: 24 de abril, 2006 - 22h22 GMT (19h22 Brasília)
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Mantega prevê economia estável durante campanha

Guido Mantega
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje em Nova York que, apesar da crise política, “vamos ter uma estabilidade incomum para um ano eleitoral.”

Principal orador de um evento da Câmara de Comércio Brasil-EUA, Mantega afirmou que “os politicólogos terão que rever suas teorias,” acrescentando que “eu também sou um politicólogo, porque estudei ciência política.”

De acordo com Mantega, o principal sintoma de que a economia brasileira deixou de ser tão vulnerável quanto na última campanha presidencial, de 2002, é a manutenção de um “cenário estável, apesar de eventos traumáticos, como a própria substituição do ministro da Fazenda e a crise política de 2005.”

“Passamos por um pré-teste importante com a crise política de 2005 e acredito que isso vai se repetir em 2006,” acrescentou.

'Desenvolvimento sustentável'

De acordo com o ministro da Fazenda, “a solidez da economia brasileira tem protegido o país contra um ataque cambial, como aconteceu em 2002.”

“O Brasil está na rota do desenvolvimento sustentável, com um crescimento do PIB previsto para 4%, a inflação sob controle e as contas do governo igualmente sob controle.”

Perguntado sobre o aumento das despesas públicas durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma tendência de gastos ainda maiores neste ano eleitoral, Mantega disse que “uma das provas de que o governo federal está comprometido com uma política fiscal séria é a Lei de Diretrizes Orçamentárias”.

Aprovada na semana passada, ela prevê que o governo corte 0.1% de suas despesas correntes.

“Isso significa que se os gastos com a Previdência continuarem crescendo, teremos que cortar despesas em outros setores menos prioritários,” disse o ministro, sem especificar que setores sofreriam os cortes.

Superávit primário

Com relação ao superávit primário, hoje na casa de 4,25% do PIB, Mantega disse que “o governo manterá esse patamar em 2006, com a perspectiva de mantê-lo em 2007.”

Mas em função da eleição presidencial de outubro, Mantega disse que “não sabemos se estaremos no governo até lá, mas estamos trabalhando para não só reduzir o volume da dívida pública, como também para melhorar a sua qualidade.”

De acordo com o ministro da Fazenda, “a velocidade do ajuste econômico realizado pelo governo Lula foi maior do que a de outros países.”

“Chegou a hora de colher os frutos. Acredito que o Brasil poderá crescer a uma taxa de 5% nos próximos cinco, sete ou dez anos,” concluiu.

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