70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 22 de abril, 2006 - 19h47 GMT (16h47 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Mantega promete ao FMI superávit de "ao menos 4,25%"

Guido Mantega
Mantega: Superávit muito grande exigiria cortes sociais
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse neste sábado em discurso na reunião do Comitê Financeiro e Monetário Internacional, que o Brasil se compromete com um superávit primário de "pelo menos 4,25%" em 2006.

No dia anterior, o ministro deu declarações contraditórias sobre o superávit em entrevistas. Num momento disse que um superávit superior a 4,25% era coisa de “ortodoxos” e que quem defende uma margem maior quer na verdade que o governo reduza os gastos com programas sociais. Em outro, disse que era possível que o superávit ficasse um pouco acima, 4,3% ou 4,35%.

Existe uma desconfiança entre analistas, especialmente no mercado financeiro, quanto à capacidade de o país cumprir neste ano a meta dos 4,25%, por causa do aumento dos gastos públicos.

Neste sábado, quando questionado em entrevistas sobre o que mudou, Mantega disse que o que queria dizer, quando afirmou que o superávit não seria ampliado, é que não seria muito mais elevado, como 6% ou 7%. “O que eu quis dizer ontem é que fazer um superávit muito elevado significa reduzir gastos sociais”, afirmou.

Ele disse que o tamanho exato do superávit vai depender da arrecadação. “Se houver uma arrecadação inesperada e se houver tempo podemos usar para investimento. Se acontecer mais para o fim do ano, pode ser que não tenhamos tempo de gastar e o aí o superávit pode ser maior”, disse o ministro.

Otimismo

No discurso no Comitê, Mantega disse que o governo vai continuar com a política macroeconômica atual e traçou um cenário otimista para a economia brasileira. Disse que o país vai crescer entre 4% e 4,5% neste ano (a projeção do Fundo é de 3,5%), com expectativa de inflação de 4,5%. “Nossos fundamentos são fortes e acreditamos que estamos iniciando uma nova tendência de um crescimento acelerado e sustentado”, afirmou.

Na discussão sobre como corrigir os desequilíbrios globais – déficit nos Estados Unidos e excesso de poupança em outros países, principalmente China – o ministro praticamente repetiu a receita oficial do Fundo.

Ele disse que é preciso uma ação coordenada, que inclua aumento da poupança nos setores público e privado nos Estados Unidos, maior flexibilidade da moeda nos países emergentes da Ásia e reformas estruturais para promover o crescimento na Europa e Japão.

Na reunião, o presidente do Banco Central chinês, Zhou Xiaochuan, disse que o país está adotando medidas para aumentar o mercado interno, estimular o consumo, abrir o mercado, melhorar o regime de câmbio e reestruturar o comércio exterior. Ele também disse que o país já desvalorizou a moeda no ano passado em relação ao dólar.

O secretário do Tesouro americano, John Snow, disse claramente que o país não vai aceitar a pressão dos outros países para reduzir o déficit na conta corrente. “Não se pode e não se deve esperar que os Estados Unidos resolvam sozinhos o problema. Temos um papel importante, mas não temos uma meta específica de conta corrente em mente”, afirmou Snow.

Numa reunião que teve na sexta-feira à tarde com o vice-conselheiro de Segurança Nacional para Assuntos Econômicos da Casa Branca, Faryar Shirzad, a pedido do governo americano, Mantega disse que cobrou uma posição a respeito do déficit americano, e falou sobre a importância de concluir a Rodada de Doha da OMC (Organização Mundial de Comércio).

O ministro também disse ter pedido a atuação do governo americano para abrir o mercado ao etanol brasileiro, que atualmente enfrenta uma sobretaxa de US$ 0,50 por galão.

“Ele demonstrou simpatia e disse que podemos repensar esta questão juntos”, contou Mantega.

O ministro também se encontra com o secretário John Snow, mas disse que não iria discutir nenhum tema específico.

RealMuito alto
Brasil precisa reduzir juros bancários, diz FMI.
Pato Gripe aviária
Emergentes devem sofrer mais, diz estudo do FMI.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Real não está sobrevalorizado, diz FMI
21 abril, 2006 | BBC Report
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade