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Brasil precisa reduzir juros bancários, diz FMI | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diretor de Pesquisa do Fundo Monetário Internacional (FMI), Raghuran Rajan, disse nesta quarta-feira que o Brasil precisa reduzir os juros bancários para tornar a economia mais competitiva. Na entrevista coletiva para apresentar os resultados do relatório Panorama Econômico Mundial, Rajan elogiou os avanços recentes do país na política macroeconômica, especialmente no controle da inflação. "O problema agora é fazer as reformas estruturais, que são necessárias para tornar o Brasil mais competitivo", afirmou. "Incluindo o sistema financeiro, para reduzir os enormes spreads nos juros", completou. Rajan também defendeu reformas nas leis que regem a criação e o funcionamento das empresas, para reduzir a burocracia e facilitar a abertura de empresas. "O Brasil tem muitos casos de sucesso, como a Embraer e outras e inúmeros produtos agrícolas, mas isso precisa se espalhar para outras áreas", disse o economista-chefe do FMI. Desempenho O Fundo projeta um crescimento de 3,5% para a economia brasileira neste e no próximo ano. Apesar de um desempenho melhor do que o do ano passado, o Brasil vai crescer menos do que a economia global, com uma expansão projetada de 4,9%. Para a América Latina, o Fundo projeta um crescimento de 4,3%. O vice-diretor de Pesquisa do FMI, David Robinson, classificou o crescimento brasileiro previsto para este ano como uma "sólida retomada". "A questão no Brasil é como ter crescimento de médio prazo em vez de uma economia cíclica", afirmou. Rajan alertou para o perigo do protecionismo comercial, disfarçado do que ele chamou de “patriotismo econômico”, um movimento que, segundo ele, tenta proteger a economia do país ao mesmo tempo em que se busca oportunidades em outras economias. “As pessoas tendem a ignorar essas fricções menores. Mas a História sugere que a distância do patriotismo econômico para o nacionalismo descontrolado é pequena”, afirma. Neste contexto, ele diz que um fracasso nas negociações da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) seria um grande retrocesso para a economia mundial. “Temos que lembrar que a globalização manteve a inflação e os juros baixos por muitos anos”, afirmou. “Um fracasso da Rodada de Doha seria um grande retrocesso”, disse ele. |
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