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Atualizado às: 19 de abril, 2006 - 17h08 GMT (14h08 Brasília)
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Brasil: Economia 'dominará campanha'

Presidente Lula
Analistas acreditam que economia vai favorecer Lula na eleição
O tema principal das próximas eleições brasileiras deverá ser a estabilidade econômica e não a corrupção, na opinião de analistas reunidos nesta quarta-feira em Nova York.

Apesar da crise deflagrada pelo chamado escândalo do "mensalão", os especialistas em política e economia acreditam que os benefícios obtidos com o fim da inflação terão mais força durante a campanha.

Para Clifford Young, diretor do insituto de pesquisas IPSOS, "apesar dos escândalos, a maioria da população brasileira não deseja grande mudança no curso do governo".

"Grande parte da população associa pessoalmente o presidente Lula a benefícios como os programas Bolsa-Família, o aumento do micro-crédito e o fim da inflação", acrescentou. "Além disso, Lula é visto como alguém que compreende os pobres."

Os analistas participaram de um seminário, organizado pelo centro de pesquisas Americas Society, que discutiu o panorama eleitoral brasileiro a poucos meses do pleito de outubro.

Congresso

As mais recentes pesquisas realizadas de opinião indicam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança das intenções de voto, em torno de 40 % das intenções de voto.

Em segundo lugar, aparece o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, com cerca de 20 pontos. O ex-governador carioca Anthony Garotinho, do PMDB, segue em terceiro.

Mas, se a popularidade de Lula continua em alta, por outro lado, devido à crise política, os especialistas reunidos em Nova York acreditam que o PT deverá perder mandatos tanto no Congresso como nas disputas para governadores e prefeitos.

"O PT, que hoje é o maior partido brasileiro, deverá passar para o quarto lugar depois das próximas eleições", disse o cientista político David Fleischer, professor da Universidade de Brasília.

Fleischer estima que o PT venha a eleger entre um e dois governadores, de quatro a cinco senadores e entre 45 e 50 deputados federais.

"Até aqui Lula tem sido o presidente Teflon, que consegue se descolar dos danos sofridos pela imagem do PT", disse.

"Mas caso Lula se reeleja, ele terá dificuldades ainda maiores para aprovar sua agenda de reformas no Congresso", completou.

Fleischer coloca as chances de o presidente Lula não se recandidatar às eleições em apenas 5%. "Ele só não sairá candidato se houver algum novo grande escândalo, algo improvável, como acharem dinheiro debaixo de sua cama", disse.

Alckmin

Já o pré-candidato do PSDB, Alckmin, enfrenta o desafio de decolar nas pesquisas de opinião.

"Se isso não acontecer até o final de maio, é possível que o seu partido considere substituí-lo pelo ex-prefeito de São Paulo, José Serra”, acredita Fleischer.

Mas, na avaliação de Clifford Young, dificilmente a popularidade de Alckmin subirá nos próximos dois meses.

"Só a partir de junho é que o PSDB terá direito ao horário gratuito na TV", disse. "Até lá, o Alckmin, que é pouquíssimo conhecido da população brasileira, não terá grande exposição nacional.”

Superávit

Do ponto de vista macro-econômico, de acordo com Lisa Schineller, diretora para a América Latina da agência de classificação de risco Standard&Poors, "o Brasil de hoje desponta com fundamentos muito mais sólidos e previsíveis do que na última eleição de 2002".

Ela afirmou, entretanto, que "seja quem for o próximo presidente brasileiro, ele não terá muito espaço para reduzir o superávit primário nas contas do governo".

"A principal razão para isso é a proporção entre a dívida e o PIB, que já foi de 70% e hoje está na casa dos 50%", acrescentou.

Segundo Lisa Schineller, dado o alto endividamento brasileiro, a atual estabilidade econômica tem sido obtida por meio de uma "política fiscal sólida, que ainda tem muito espaço para melhorar".

Recentemente, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou que atingir a meta de superávit primário de 4,25% em 2006 é um "compromisso sagrado" de sua gestão.

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