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Remessas ao Brasil de emigrantes cresceram 14% | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os brasileiros que vivem no exterior enviaram em 2005 um total de US$ 6,4 bilhões ao Brasil, um aumento de 14% em relação ao ano anterior, de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Como em anos anteriores, o volume de remessas enviadas ao Brasil foi o segundo maior da América Latina, atrás apenas do México, que recebeu US$ 20 bilhões (cerca de 20% a mais do que em 2004). De acordo com o BID, as remessas para a América Latina e o Caribe superaram, pelo terceiro ano consecutivo, o volume de investimento estrangeiro direto e de ajuda econômica internacional para a região. Ao todo, os emigrantes da América Latina e do Caribe enviaram US$ 53,6 bilhões para os seus países de origem em 2005, um aumento de 17% na comparação com o ano anterior. O estudo do BID afirma que os números registrados no ano passado reforçam a posição da região como maior destino mundial de remessas de divisas de emigrantes. Força de trabalho A população latino-americana que vive e trabalha no exterior é estimada em mais de 25 milhões de pessoas. A maioria, cerca de 22 milhões, se concentra nos Estados Unidos, na Europa e no Japão. O BID calcula que os emigrantes da América Latina e do Caribe representam hoje mais de 20% da força de trabalho em Madri, na Espanha, e cerca de 12% nos Estados Unidos. As remessas enviadas a partir dos Estados Unidos representaram cerca de 75% do volume total que chegou à América Latina e ao Caribe. O estudo destaca que o aumento no volume de remessas registrado em 2005 se deve, em parte, ao aperfeiçoamento das técnicas utilizadas para monitorar os fluxos de remessas. Mesmo assim, o BID avalia que muitos emigrantes ainda utilizam meios informais para enviar dinheiro a seus países de origem. O organismo calcula que, se todas as operações fossem registradas pelos respectivos bancos centrais, o total de remessas para a América Latina e o Caribe poderia passar de US$ 59 bilhões – ou seja, cerca de 10% a mais do que o volume registrado oficialmente. O BID afirma ainda que as instituições financeiras deveriam encontrar formas de reduzir o custo das remessas para integrar os emigrantes aos sistemas financeiros locais. |
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