70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 21 de abril, 2006 - 18h13 GMT (15h13 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Real não está sobrevalorizado, diz FMI

Anoop Singh
Anoop Singh diz que país excedeu expectativas com exportações
O economista-chefe para a América Latina do Fundo Monetário Internacional, Anoop Singh, disse que o real não está sobrevalorizado. A prova, segundo ele, é que as exportações continuam crescendo.

“A exportação continua a crescer em dois dígitos, e não somente as commodities que tiveram valorização no mercado internacional, mas em todos os setores”, afirmou Singh numa entrevista coletiva em Washington, nesta sexta-feira, na véspera da reunião de primavera do FMI, em resposta a uma pergunta sobre o que o país deveria fazer em relação à sobrevalorização da moeda brasileira. “Não concordo com esta afirmação”, disse ele.

Ele disse que o Brasil conseguiu, nos últimos anos, construir uma capacidade de exportação que “excedeu o que se pensava que seria possível há cinco anos”.

Na avaliação dele, a recuperação do real está ligada à recuperação da economia, depois da crise de 2002. “À medida em que outros setores se recuperaram da crise, o real também se recuperou. Não é só uma questão de taxa de câmbio, mas de competitividade da economia, que vem aumentando”, afirmou.

'Bom histórico'

Singh também disse que não está preocupado com a possibilidade de aumento de gastos públicos, mesmo em ano eleitoral. “O Brasil tem um bom histórico de superávit fiscal e nesta semana isso foi reafirmado quando o governo mandou a Lei de Diretrizes Orçamentárias para o Congresso”, afirmou.

O economista responsável pelo Brasil, Charles Collin, disse que o FMI “apóia totalmente” o aumento de gastos públicos em programas como o Bolsa Família. “Eles são instrumentais para reduzir a pobreza, mas haverá necessidade mais à frente de discutir reformas mais fundamentais, como nos gastos carimbados”, disse ele.

O FMI fez uma avaliação otimista para a economia da América Latina neste e no próximo ano. O crescimento como um todo será de 4,3%, com expansão em todos os países do hemisfério.

A projeção, para o Brasil, é de 3,5%, um dos mais baixos, superior apenas ao previsto para o Equador (3%), Belize (2,7%) e Haiti (2,5%).

RealMuito alto
Brasil precisa reduzir juros bancários, diz FMI.
Pato Gripe aviária
Emergentes devem sofrer mais, diz estudo do FMI.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade