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Atualizado às: 27 de março, 2006 - 10h01 GMT (07h01 Brasília)
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Lula enfrenta solidão antes das eleições, diz 'El País'
Jornais
Uma reportagem publicada nesta segunda-feira pelo diário espanhol El País comenta a “solidão” de Lula nos poucos meses que faltam para a eleição presidencial por conta da saída de vários ministros que serão candidatos no pleito de outubro e da possível demissão do ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

Para o jornal, o maior problema enfrentado hoje por Lula é decidir o que fazer com Palocci, cada vez mais enfraquecido pelas crescentes acusações de corrupção que pesam contra ele.

O diário espanhol considera que se Lula o “abandonar à própria sorte”, a oposição poderá “preparar uma moção de censura contra o presidente”. “Apesar de que não haveria tempo para desenvolvê-la, ela o deixaria muito debilitado como candidato”, diz a reportagem.

Se ao invés disso Lula decidir manter Palocci no cargo, por outro lado, o jornal avalia que “a economia, que é o coração de sua política, poderia ser prejudicada justamente no período de campanha eleitoral, já que Palocci é considerado um ministro morto politicamente”.

Eleições na Ucrânia

As eleições parlamentares de domingo na Ucrânia são destaque nos principais jornais internacionais desta segunda-feira.

Para o New York Times, a derrota do presidente Viktor Yushchenko, líder da chamada ‘Revolução Laranja’ em janeiro de 2005, foi “impressionante”, deixando-o “fraco e com suas políticas reformistas em questão”.

O jornal observa que, quase um ano e meio após os protestos e a pressão internacional terem levado Yushchenko à Presidência, “seu partido ficou atrás não somente do partido do homem que ele derrotou para o cargo máximo, Viktor Yanukovich, mas também do partido de sua ex-primeira-ministra, Yulia Tymoshenko”.

Reportagem publicada pelo britânico The Guardian observa que “os divididos” líderes da Revolução Laranja da Ucrânia foram derrotados nas eleições parlamentares “menos de 18 meses após as multidões triunfantes os levarem ao poder”.

“A Revolução Laranja da Ucrânia fica azul”, diz o título da reportagem do Guardian, num trocadilho com a cor do partido de Yanukovich e também possivelmente com um dos sentidos da palavra blue (azul), que pode significar tristeza em inglês.

A reportagem comenta que, se as primeiras projeções estiverem corretas, o ex-presidente Yanukovich será colocado “numa incômoda coabitação” com Yushchenko, que o derrotou em 2005 após uma primeira eleição anulada por suspeitas de fraude, no fim de 2004.

Para o também britânico The Times, o triunfo da oposição na eleição de domingo “demonstra dois fatos concretos: a Revolução Laranja que prometeu tanto ficou muito aquém das esperanças e, qualquer que seja a composição final do Parlamento, a Ucrânia continuará rachada por disputas entre facções e por pressões externas”.

O francês Le Monde, por sua vez, afirma que Yushchenko sofreu uma “derrota humilhante”, e que as esperanças não atendidas da população com seu governo e os resultados pobres de sua política econômica “beneficiaram o partido pró-Rússia de Viktor Yanukovich”.

Para o russo Izvestiya, os ucranianos desta vez, ao contrário do que ocorreu nas eleições presidenciais, “não votaram por esta ou por aquela ideologia, mas por nomes bem conhecidos”.

“Os programas dos partidos não eram diferentes uns dos outros. Todos os favoritos propunham se aliar à Europa e construir ‘relações pragmáticas’ com a Rússia”, diz o jornal.

O Nezavisimaya Gazeta, de Moscou, diz que “o processo de divórcio civilizado entre a Ucrânia e a Federação Russa parece ter terminado”.

“No tempo do presidente Leonid Kuchma, a Ucrânia se desenvolveu como um Estado que balançava entre o Oriente e o Ocidente. A chegada ao poder de Viktor Yushchenko marcou um desequilíbrio em favor do Ocidente. Além disso, para a Ucrânia esse foi um passo para o nada: a Europa não está preparada para receber a Ucrânia”, diz o diário.

Protestos na França

Os protestos estudantis contra o projeto de lei trabalhista do governo francês e a greve geral marcada para a terça-feira são destaque nos principais jornais da França nesta segunda-feira.

O diário Le Monde chama de “estanha comédia” a atuação do premiê Dominique de Villepin na sexta-feira, quando se reuniu com líderes sindicais contrários ao projeto. “O resutado? Zero”, diz o jornal, afirmando que ele fez apenas duas concessões, uma delas a de continuar as negociações após os protestos desta semana.

“O primeiro-ministro poderia ter se mostrado numa boa posição, fazendo aberturas e iniciando negociações reais”, argumenta o jornal. “Ele escolheu, em vez disso, ganhar tempo se envolvendo numa manobra que era tão ininteligível quanto perigosa.”

“Brincar com o fogo nunca é uma boa política”, conclui o jornal.

O Libération, por sua vez, mostra em sua capa uma charge de um gigante Villepin sendo despedaçado por pequenos manifestantes e grevistas e levando um confuso presidente Jacques Chirac em sua cabeça.

O ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, que não manifesta grande apoio ao projeto de Villepin, aparece na charge mordendo sua perna. “Aviso a Villepin”, diz a manchete.

Em seu editorial, o jornal diz que o primeiro-ministro está buscando uma vitória “de longo prazo”. “Ao adotar uma linha intransigente, Villepin está claramente apostando que o movimento contra o projeto perderá seu fôlego... ou perderá credibilidade por sua aliança com baderneiros”, diz o jornal.

“O que ele pretende é uma derrota simbólica das organizações de esquerda”, afirma o editorial, comparando sua postura com a da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher.

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