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Desapontado com o Mercosul, Uruguai se volta para os EUA, diz jornal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Desapontado com os benefícios trazidos pelo Mercosul, o Uruguai procura cada vez mais aumentar seus laços comerciais com os Estados Unidos como alternativa, segundo reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal britânico Financial Times. Em entrevista ao jornal, o ministro do comércio do Uruguai, Danilo Astori, disse que o Mercosul, que completa 15 anos neste domingo, passa por seu pior momento. Segundo ele, é consenso no governo uruguaio que o país precisa reforçar seus laços com os Estados Unidos. Para o ministro, “o grave bilateralismo entre Argentina e Brasil está prejudicando os países menores no Mercosul”. “O problema do Uruguai é que dependemos somente da boa vontade do Brasil e da Argentina. E neste momento não tenho a impressão de que eles estão particularmente entusiasmados com o Mercosul”, disse ele ao Financial Times. Apesar de um acordo bilateral de comércio com Washington ainda ser uma realidade distante, Astori diz que o Uruguai pretende reforçar seus laços não somente com os Estados Unidos, mas também com China, Índia e União Européia “para poder aproveitar melhor seu potencial econômico e comercial”. Segundo o jornal, problemas recentes como os bloqueios na fronteira com a Argentina por protestos contra a construção de fábricas de pasta de celulose no lado uruguaio do rio Uruguai contribuíram para a crescente insatisfação do país com o Mercosul. Apesar disso, Astori diz que o Uruguai “não deve cometer o erro de abandonar o Mercosul”. Eleições em Belarus A contestada reeleição de Alexander Lukashenko nas eleições presidenciais de domingo em Belarus é um dos principais temas de destaque nos jornais europeus desta terça-feira. Para o jornal francês Le Figaro, “o suspense continua a pairar sobre a situação em Belarus”. “O Ocidente está contestando o resultado e pedindo novas eleições”, diz o jornal, enquanto a União Européia anunciou sanções contra o país. Mas o jornal diz duvidar que as ameaças ocidentais ou a pressão de protestos populares possam ser suficiente para “abalar o regime autoritário e cada vez mais rígido de Lukashenko”. Para o jornal, o maior obstáculo para mudança é o apoio do presidente russo, Vladimir Putin, ao governo de Lukashenko. Putin nunca permitiria que “um dos últimos bastiões de seu antigo império bandeie para o lado da União Européia”. O suíço Le Temps diz que se a vitória de Lukashenko não é uma surpresa, também não é surpresa “a tímida reação européia”. “O déspota de Minsk é um virtuoso da fraude eleitoral, sem paralelo no continente”, diz o jornal. Mas ainda assim “ele corre o risco de nada mais que um ‘endurecimento’ das sanções que já estão pressionando seu país”. O austríaco Der Standard pede à União Européia que apóie a oposição. “Se milhares de pessoas se manifestam apesar das grandes ameaças de violência, então isso é uma demonstração impressionante de coragem sobre o medo”, diz o jornal. Para o Standard, isso merece “não apenas o respeito, mas também apoio, sobretudo da União Européia”. O jornal afirma que ao invés de impor sanções, a União Européia deveria se concentrar em promover uma imprensa livre. O jornal checo Pravo, por sua vez, diz que as críticas ao regime de Lukashenko pelo mundo democrático terão pouco efeito, já que “ele não precisa muito disso, porque já tem o apoio da Rússia de Putin”. “Ele não tem petróleo, não está desenvolvendo armas nucleares e não ameaça seus vizinhos”, diz o jornal. “Então o mundo democrático não está muito interessado nele.” Uma posição diferente é colocada pelo jornal russo Komsomolskaya Pravda, que diz que “tudo está claro outra vez em Belarus”. O jornal destaca a reeleição do presidente para um terceiro mandato “para grande alívio do Kremlin e aborrecimento do Ocidente". Outro jornal russo, o Kommersant, diz porém que “as eleições em Belarus serão consideradas ilegítimas e Lukashenko receberá o título de ‘último ditador da Europa’ quase oficialmente”. O jornal se concentra no sucesso das políticas econômicas de Lukashenko, dizendo que seu “milagre econômico” é em grande parte baseado em seus laços com a Rússia. Escândalo britânico Um crescente escândalo sobre financiamento partidário na Grã-Bretanha vem ganhando as capas dos jornais locais nos últimos dias. Nesta terça-feira, dois dos principais diários britânicos – The Independent e The Daily Telegraph – publicam em suas capas as fotos de 12 empresários indicados pelo Partido Trabalhista como fontes de empréstimos secretos que somam 14 milhões de libras (cerca de R$ 52 milhões). “O Partido Trabalhista divulgou na noite de ontem os nomes de uma dúzia de milionários que financiaram sua campanha eleitoral do ano passado, numa tentativa de prevenir acusações de fraqueza prejudiquem o governo (do premiê) Tony Blair”, diz o texto na capa do Telegraph. Em seu editorial, o jornal diz que o país agora é governado por um partido “institucionalmente corrupto, apodrecido em seu núcleo”. “É desprezível que Tony Blair possa ter solicitado secretamente fundos para empresários, muitos dos quais ele simultaneamente recomendou para receber títulos de nobreza”, diz o editorial. Para o Independent, “não podemos imaginar que o dilema sobre quem financia os partidos políticos seja um problema apenas na Grã-Bretanha”. “Essa é uma questão que atormenta todo o mundo democrático”, diz o editorial do jornal. O texto defende a proposta de financiamento público de campanhas, argumentando que, apesar de muitos “se perguntarem por que deveriam ser forçados a pagar pelo privilégio de políticos viajando pelo país em busca de votos”, essa é “a opção menos ruim e a única forma realista de conseguir uma política limpa”. O diário The Times, por sua vez, diz que qualquer reforma do sistema de financiamento de campanhas deve ter como objetivo “a total transparência”. Para o Daily Mirror, que também dedica sua principal manchete ao assunto, a divulgação dos nomes dos financiadores da campanha do Partido Trabalhista deve trazer novos problemas para o primeiro-ministro Tony Blair. O jornal critica as propostas para financiamento público de campanhas, argumentando que os contribuintes não deveriam pagar a conta e que isso somente afastaria a política ainda mais de suas bases. “Mas como os tristes eventos dos últimos dias mostraram, o financiamento partidário precisa ser completamente transparente ou estará sujeito ao mais cínico abuso”, conclui o Daily Mirror. |
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